Vale (VALE3) Produção e Vendas 1T26: avanços operacionais e nos preços médios de todos os produtos devem sustentar um forte resultado no trimestre
Produção e vendas alcançaram os maiores volumes para um primeiro trimestre dos últimos anos
Publicado por: Análise BB
4 minutos
Atualizado em
17/04/2026 às 10:45
Em seu Relatório de Produção e Vendas do 1T26, a Vale apresentou avanços tanto na produção como nas vendas em todos os segmentos, alcançando os maiores volumes para um primeiro trimestre dos últimos anos, em linha com nossas estimativas.
A produção de minério de ferro cresceu 3% a/a, suportada por recordes operacionais em S11D e Brucutu, além do ramp-up de novos ativos. Já a produção de pelotas avançou 14% a/a. Vale destacar que, durante o 1T26, após a realização de manutenção anual programada, a operação de pelotização de Omã permaneceu paralisada em razão das restrições logísticas decorrentes dos conflitos no Oriente Médio, com previsão de retomada no 3T26. Durante esse período, a produção de pelotas originalmente planejada para a região será redirecionada para Tubarão (ES), mantendo inalterado o guidance de produção de aglomerados para 2026.
Já o volume de vendas no segmento de Minerais Ferrosos totalizou 68,7 Mt (+2% a/a), enquanto o preço realizado de finos atingiu US$ 95,8/t (+US$ 0,4/ton t/t), refletindo um prêmio all-in de US$ 6,2/t (+US$ 2,6/ton t/t), em parte como resultado da estratégia de portfólio da companhia. Além disso, o preço médio realizado de pelotas avançou US$ 2,4/ton t/t para 133,8/ton.
Na Vale Base Metals, a produção de cobre cresceu 13% na comparação anual, impulsionada pelos volumes recordes em Salobo e Sossego, o que sustentou um incremento de 11,4% a/a nas vendas, que somaram 91,2 kt. O preço médio realizado continuou avançando (+18,3% t/t), alcançando US$ 13.143/t, acompanhando a cotação da commodity. Por fim, a produção de níquel cresceu 12% a/a, refletindo principalmente a operação do 2º forno de Onça Puma durante todo o trimestre (inaugurado no final de setembro/25). O volume de vendas foi de 44,8 kt (+15,3% a/a) e, após cinco trimestres de retração, o preço médio realizado avançou 13,3% em relação ao 4T25 para US$ 17.015/t, em linha com a valorização da commodity no período.
Assim, a Vale manteve a trajetória de sólido desempenho operacional observada nos trimestres anteriores. Ainda que sigamos com uma visão positiva sobre a companhia e a atratividade da tese de investimento, conforme discutido em nosso relatório de revisão de preço recente, mantemos a recomendação Neutra para VALE3, em razão do baixo potencial de valorização frente ao nosso novo preço‑alvo de R$ 89,00 para o final de 2026.
A Vale divulgará os resultados do 1T26 em 28/04, após o fechamento do mercado.
Resumo





