BB-BI revisa preço-alvo e estimativas para Usiminas (USIM5)
Confira abaixo a avaliação e recomendação dos analistas do BB-BI
Publicado por: Análise BB

Confira abaixo a avaliação e recomendação dos analistas do BB-BI
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
16/04/2026 às 15:13
Atualizamos nosso modelo financeiro da Usiminas incorporando o resultado do 4T25, as novas estimativas divulgadas pela empresa e as premissas macroeconômicas e de preços de commodities atualizadas. Como resultado, elevamos nosso novo preço-alvo 2026e para USIM5 para R$ 8,50 (antes R$ 5,70) e a recomendação para Compra (antes Neutra).
Apesar do aumento da volatilidade recente, as ações USIM5 mantiveram a trajetória de alta iniciada no 2S25, e acumulam valorização de 17,3% em 2026 (abaixo dos 22,7% do Ibovespa no período, mas superior ao desempenho das demais siderúrgicas). Em nossa opinião, além do momento positivo da bolsa brasileira, esse movimento refletiu a melhora das expectativas para o setor como um todo, dada a perspectiva de menor excedente de aço para exportação na China – no 1T26, o volume exportado recuou 10% a/a – e a intensificação das medidas de defesa comercial no Brasil desde o início do ano, com a aplicação de direitos antidumping e a elevação das alíquotas do Imposto de Importação para novas categorias de produtos de aço.
Embora o ambiente de negócios no mercado interno tenha permanecido adverso nos primeiros meses de 2026, sem sinais claros de recuperação relevante da demanda interna, acreditamos que tais avanços tendem a sustentar uma melhora gradual do cenário ao longo do ano. Tal dinâmica pode abrir espaço para reajustes de preços, eventuais repasses de custos e um ambiente competitivo mais equilibrado, o que, de maneira geral, deve favorecer o desempenho das siderúrgicas brasileiras à frente.
Além disso, a companhia segue mostrando disciplina financeira, o que tem contribuído para a manutenção de um balanço robusto mesmo diante dos resultados mais fracos dos últimos anos. Apesar de ter registrado prejuízo líquido de R$ 2,9 bilhões em 2025 – em razão principalmente da contabilização de impairment de ativos, a Usiminas gerou quase R$ 1 bilhão em fluxo de caixa livre, encerrando o ano com caixa líquido de R$ 444 milhões e alavancagem financeira de -0,22x dívida líquida/EBITDA.
Esses indicadores, especialmente relevantes em um ambiente de elevadas incertezas e juros altos, podem suportar tanto a retomada do pagamento de dividendos, como os investimentos planejados pela companhia – para 2026, a estimativa é de um desembolso de R$ 1,4 a 1,6 bilhão (ante R$ 1,2 bilhão em 2025).
Assim, tudo considerado, avaliamos que o cenário à frente se mostra mais favorável para a companhia, o que pode continuar sustentando a recuperação das ações da Usiminas. Além disso, após a revisão de nosso valuation e diante do maior potencial de valorização para nosso novo preço-alvo 2026e de R$ 8,50 para USIM5, elevamos a recomendação para Compra.
Tese de investimento: (i) melhora do ambiente competitivo para a siderurgia no mercado interno brasileiro, após a intensificação de medidas de defesa comercial; (ii) recuperação da demanda de aço nos mercados de atuação da empresa, com balanço equilibrado entre oferta e demanda global no longo prazo; (iii) recuperação nos preços de aço para patamares que proporcionem rentabilidade satisfatória para a companhia no médio e longo prazo; (iv) posição relevante da companhia nos segmentos de atuação, com operações parcialmente integradas e trazendo incrementos após a reforma de seu principal alto forno, já concluída, e dos investimentos na coqueria, que estão em andamento; (v) investimentos e iniciativas que contribuem com a perpetuidade dos negócios; e (vi) disciplina financeira e baixa alavancagem, que possibilitam investimentos e remuneração aos acionistas, simultaneamente.
Riscos: (i) persistência da elevada penetração de aço importado no Brasil, bem como de produtos manufaturados da cadeia produtiva; (ii) ritmo mais lento da atividade industrial no Brasil, pressionando a demanda de aço, e na China, com impacto na demanda por minério; (iii) novas quedas significativas nos preços de aço; e (iv) escassez de matérias primas ou incrementos substanciais de seus custos, incluindo os custos com sucata, energia e de carvão.
Valuation. Nosso modelo financeiro utiliza a metodologia de Fluxo de Caixa Descontado para a Firma (FCFF), cujas principais premissas e resultados estão resumidos abaixo:



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