Trader: o que é, como funciona e o que é preciso para operar no curto prazo?
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
21/09/2026 às 10:48
Por Soraia Budaibes, da Broadcast
São Paulo, 21/09/2026 - O trader brasileiro tem à disposição uma gama de possibilidades para ajudá-lo a operar, passando de sistemas de automação até o uso de inteligência artificial (IA).
Hoje, mais de 300 mil investidores pessoa física atuam no formato day trade, segundo dados mais recentes da Bolsa, realizando operações de curtíssimo prazo. Para quem quer entender mais sobre esse caminho, especialistas explicam o que separa quem opera com estratégia de quem toma decisões por impulso.
Aqui, cabe um spoiler: não basta saber ler gráficos ou escolher um ativo. Preparo e controle emocional podem fazer a diferença e ampliar as possibilidades de ganhos.
Para começar a conversa, você sabe o que é trader?
Trader é aquele investidor que opera no curto prazo, comprando e vendendo diferentes tipos de ativos, como ações, contratos futuros e moedas, por exemplo, com o objetivo de ter lucros tanto na baixa quanto na alta.
No ano passado, segundo a B3, as operações de day trade responderam por 62% da receita gerada pelos investidores pessoa física.
Mas para atuar nesse formato e, claro, ganhar, é preciso ter estratégia. E é aí que entra a diferença entre os traders impulsivos e os consistentes.
Conhecimento e controle
"A impulsividade na tomada de decisão é falta de preparo. O impulsivo quer ganhar e, se perder, arrisca novamente. Ele lida com a falta de conhecimento e não utiliza as estratégias certas", explica Renan Schroeder, head de varejo da Mirae Asset, reforçando que, na outra ponta, o trader consistente estudou e se especializou para chegar ao objetivo, além de ter força emocional.
Schroeder faz uma analogia com o esporte. Ele explica como o tenista brasileiro João Fonseca, de apenas 19 anos, conseguiu vencer o experiente sérvio Novak Djokovic no torneio em Roland Garros, na França, em maio, porque se preparou, treinou muito e teve controle emocional.
"O mesmo ocorre com o profissional bom de qualquer carreira. Ele estuda e se prepara para enfrentar os desafios. O estudo é essencial, tem de entender o mercado", diz o especialista.
Estratégia operacional
Depois do conhecimento, o trader tem de definir a estratégia operacional, ou seja, escolher o ativo que vai operar: mini índice, mini dólar, futuro de ouro, futuro de Bitcoin etc. Além disso, ter claro o quanto aceita perder e/ou quer ganhar.
Para Mariana Brandileone, sócia na Alocc Family Offices, não se deve confundir tolerância emocional ao risco com capacidade financeira de assumir o risco.
"Muitas vezes, a percepção que temos sobre nossa própria tolerância muda de acordo com o momento do mercado. Quando os preços estão subindo, é comum nos sentirmos mais confortáveis em assumir riscos, mas quando caem, essa disposição pode desaparecer justamente no pior momento", explica.
Já Schroeder, da Mirae Asset, recomenda que antes de operar no day trade o investidor faça uma simulação para ter a certeza que o aprendizado funciona.
"Tudo o que foi estudado e aprendido será testado na conta simuladora e não na real. Uma vez testada e a tese validada, o investidor começa a operar na conta real", completa.

