Taesa (TAEE11) 4T25: crescimento e bom controle de custos fecham ano de excelência; positivo.
BB analisa resultados do 4o TRI 25 da Taesa.
Publicado por: Análise BB

BB analisa resultados do 4o TRI 25 da Taesa.
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
18/03/2026 às 14:11
A Taesa divulgou ontem (17/3), após o fechamento do mercado, seu resultado referente ao 4T25 e 2025, apresentando o esperado avanço da receita com a maturação dos investimentos recentes e acompanhada pelo bom controle de custos e despesas que confirmaram a tendência já demonstrada ao longo do ano, fechando um desempenho de excelência em 2025. Foram anunciados dividendos de R$ 0,91 por unit referentes ao 4T25.

A receita líquida regulatória consolidada veio em R$ 643 milhões no 4T25 (+10,8% a/a) e somou R$ 2,5 bilhões em 2025 (+7,5% a/a), favorecida pela entrada em operação de Pitiguari e de novos projetos de reforços e melhorias da Novatrans, pelo reajuste da RAP (receita anual permitida) de parte de suas concessões pelo IPCA (em +5,3%) e parte pelo IGP-M (em +7,0%) a partir de julho de 2025 e por redução de descontos de parcela variável.
Os custos e despesas operacionais ex-depreciação e amortização mantiveram a boa dinâmica já apresentada ao longo do ano, apresentando queda quando consideramos outras despesas operacionais. O total de custos e despesas ex-D&A somou R$ 119,3 milhões no 4T25 (-25,1% a/a) e R$ 408,9 milhões em 2025 (-10,7% a/a). Analisando apenas os custos de pessoal, materiais e serviços de terceiros, o avanço foi inferior à inflação do período tanto no 4T25 (+2,6% a/a) quanto em 2025 (+0,9% a/a), mesmo com o crescimento das operações e da receita apresentado. Os destaques na boa performance de custos foram pessoal e outras despesas operacionais, que apresentaram queda anual nos dois períodos beneficiados pela otimização de custos de pessoal e terceiros e menores provisões para riscos judiciais e também por forte base comparativa em outras despesas operacionais devido a provisões contabilizadas no ano passado.
O EBITDA regulatório consolidado foi favorecido pela dinâmica favorável de receita e de custos avançando 24,4% a/a no 4T25, quando somou R$ 524,3 milhões e totalizou R$ 2,1 bilhões em 2025 (+12,0% a/a). A margem EBITDA também apresentou evolução na comparação anual, ficando em 81,5% no 4T25 (+8,9 p.p. a/a) e 83,7% em 2025, com ganho de 3,3 p.p. em relação a 2024.

O resultado de equivalência patrimonial porém, impactou negativamente a comparação anual, apresentando queda nos dois períodos. No 4T25 essa linha adicionou R$ 111 milhões ao resultado, montante quase 29% inferior ao reportado no 4T24, dessa vez prejudicado por forte base comparativa que contou com reversão de multas e PV, e reconhecimento de receita retroativa no 4T24. Em 2025, essa linha contribuiu com R$ 422 milhões, número 13,6% inferior ao de 2024.
O resultado financeiro líquido consolidado veio negativo em R$ 239 milhões no 4T25, valor 16,3% inferior ao reportado no 4T24, beneficiado por menor IPCA (principal indexador de dívida) e maior posição de caixa. Em 2025, o resultado financeiro líquido somou o valor negativo de R$ 1 bilhão, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior com o menor IPCA sendo compensado por maior saldo de dívida e maior CDI.
A última linha do resultado foi ainda favorecida por maior dedução de JCP distribuído e maior aproveitamento de incentivos fiscais SUDAM/SUDENE e de lucro presumido em controladas, adicionando R$ 46,9 milhões ao resultado no 4T25 e R$ 89,2 milhões em 2025. O lucro líquido veio em R$ 313 milhões no 4T25, alta expressiva de 56,1% na comparação anual, e somou R$ 1,1 bilhão em 2025, alta de 13% em relação a 2024.
Desempenho da Ação. As units da Taesa apresentam estabilidade em 2026, após forte alta em 2025, quando superou o Ibovespa. Apesar da excelência operacional confirmada mais uma vez no exercício de 2025 e do sucesso no ciclo atual de crescimento, enxergamos as ações da companhia já bem precificadas no momento e mantemos nossa recomendação neutra.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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