Só 30% das pessoas têm vida financeira controlada, mostra estudo
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos

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Atualizado em
04/12/2025 às 10:26
Por Guilherme Naldis, especial para a Broad
O comportamento financeiro do brasileiro segue marcado por instabilidade, pressão orçamentária e decisões tomadas no curtíssimo prazo. É o que mostra o último estudo do Inter em parceria com a Consumoteca, segundo o qual menos de 30% das pessoas afirmam ter a vida financeira "em ordem" e apenas 23% conseguem guardar dinheiro regularmente. A pesquisa indica que a maior parte dos entrevistados vive em tensão permanente: 30% descrevem sua situação como "no limite" e 27% como "instável".
O levantamento aponta que a instabilidade financeira vem acompanhada de estresse recorrente. Entre os que vivem "no limite", o nível médio de ansiedade chega a 6,6 em uma escala de 1 a 10, avançando para 8,6 entre os que se declaram em "caos" financeiro.
Em momentos de aperto, o horizonte de planejamento encolhe e aumentam as soluções imediatas, como busca por renda extra ou uso mais intenso de crédito. Ao longo do último ano, 56% dos entrevistados recorreram a alguma modalidade de crédito, e 33% dos que vivem na instabilidade o fizeram no último mês.
O estudo destaca ainda a adoção de "hacks financeiros" - improvisos para fazer a conta fechar. Entre eles, 39% pagam contas com cartão de crédito para ganhar prazo, 31% quitam o mínimo de boletos e 28% usam Pix parcelado em situações críticas. A prática se acentua nas classes D e E, onde o pagamento mínimo de boletos chega a 44% e o uso do cartão para postergar pagamentos alcança 42% dos ouvidos.
Segundo o educador financeiro e influenciador Breno Nogueira, que analisou dados de mais de 10 mil pessoas, muitos brasileiros vivem pressionados por um orçamento em que a renda não acompanha o custo de vida, especialmente diante de despesas consideradas inegociáveis, como moradia, plano de saúde e transporte.
Segundo ele, 62,9% não sabem quanto gastam por mês, enquanto 60,2% não possuem reserva financeira e 45% só conseguem poupar "em alguns meses".
"A pessoa olha apenas para a foto do momento e sente que merece um upgrade de vida. Não percebe, entretanto, o impacto desse novo nível de gastos no médio e longo prazo. Se as despesas sobem junto com a renda, a folga financeira nunca chega", diz.
O educador aponta que, no caminho oposto, entre os que poupam, quando a grana começa a render, muitos acreditam que precisam multiplicar o montante rapidamente. Isso leva parte dos investidores a operações de alto risco e ativos especulativos, além de apostas esportivas e jogos de azar.
Ele define a organização das contas como uma espécie de "intimidade" com o seu dinheiro. Então, para sair do aperto e viver uma relação melhor com o bolso, Nogueira listou quatro dicas essenciais:
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