Setorial Varejo: Maio 2025
Em abril, o setor de Varejo foi beneficiado por um movimento mais otimista da bolsa brasileira e pelo fechamento da curva de juros.
Publicado por: Análise BB
6 minutos

Em abril, o setor de Varejo foi beneficiado por um movimento mais otimista da bolsa brasileira e pelo fechamento da curva de juros.
Publicado por: Análise BB
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Atualizado em
02/05/2025 às 15:51
Durante o mês de abril, o setor de Varejo se beneficiou de um movimento mais otimista ocorrido na bolsa brasileira, proveniente tanto de fatores internos como externos, no qual empresas consideradas baratas podem gerar oportunidades de ganho especialmente em um cenário de fechamento de curva de juros. A economia permanece aquecida e a taxa de desemprego tem avançado em uma velocidade mais lenta que o esperado.
No caso da Concessão de Crédito para pessoas físicas divulgada pelo Banco Central, percebemos mais um mês de desaceleração e a inadimplência medida pelo Bacen, para pessoas físicas, fechou fev/25 em 5,6%, estável em relação ao mês anterior. Já inadimplência medida pelo Serasa, que engloba informações não somente do Bacen, mas também de Serviços e Utilities (contas de água, luz e gás), encerrou mar/25 indicando que 46,6% da população brasileira está com alguma conta atrasada (+2,3 p.p. m/m).
Outro importante indicador é o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), que fechou o mês de março em 0,56%, em linha com a mediana das projeções, com os setores de Alimentos e Bebidas, e Despesas Pessoais entre os que mais contribuíram para a alta.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou em abril um aumento de 0,5 ponto m/m, fechando o período em 84,8 pontos. Esse incremento deveu-se, principalmente, à melhoria na percepção em relação à situação futura, mais precisamente por um maior otimismo sobre a economia local.
Em relação ao volume de vendas do varejo restrito, as vendas de fev/25 foram 0,5% acima do mesmo período de 2024, e 1,5% superior ao mês imediatamente anterior. Em fevereiro, o setor de Supermercados foi o que apresentou o maior incremento e, na visão do acumulado dos últimos 12 meses, o segmento que abrange Outros artigos de uso pessoal e doméstico foi o que mais cresceu.
Ao observarmos os indicadores do mercado de trabalho, em março já foi possível perceber um arrefecimento dos números. O mercado formal fechou o mês com um saldo positivo de 72 mil postos de trabalho – patamar bastante abaixo do mês anterior e do mesmo período de 2024 – e a taxa de desocupação encerrou em 7,0%. A massa de renda real, por sua vez, ficou estável em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Já o IBC-BR de fevereiro apresentou alta de 0,40%, acima da mediana das estimativas da pesquisa Broadcast, que era de 0,30%. Por mais um trimestre o índice surpreendeu o mercado em geral e ratificou que a desaceleração da economia em decorrência das elevações na taxa básica de juros deve ocorrer em um ritmo mais lento que o esperado.
As perspectivas para o setor de Varejo continuam mistas. Com dados macroeconômicos – principalmente de emprego – ainda dando um certo respiro, algumas companhias do setor encontram um cenário mais otimista na bolsa. Como mencionado em nossos últimos relatórios, nossa expectativa é que dados mais pessimistas para o setor ganhem força somente no segundo semestre, quando a economia deve apresentar dados mais evidentes de desaquecimento.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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