Setorial Papel e Celulose | Outubro 2025
Especialistas do BB analisam os indicadores setoriais mais recentes de papel e celulose.
Publicado por: Análise BB

Especialistas do BB analisam os indicadores setoriais mais recentes de papel e celulose.
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
28/10/2025 às 13:57
Na Europa, os preços de celulose se mantiveram relativamente estáveis entre julho e setembro, com a fibra longa em ~US$ 1.500/t, e a fibra curta em US$ 1.000/t, refletindo os elevados níveis de estoques nos portos da região, o que seguiu limitando aumentos de preços da commodity neste mercado. As indicações preliminares das cotações1 para o mês de outubro mostram o início de uma possível reversão desta tendência, principalmente na fibra curta, o que pode ser corroborado pela manutenção no nível de consumo de celulose na região durante o 3T25, após a desaceleração observada na primeira metade do ano.
Na China, as cotações interromperam a estabilidade dos três meses anteriores e tiveram ligeiras variações em setembro, em direções opostas por tipo de fibra. A fibra longa recuou ao menor patamar desde outubro/20 (US$ 613/t), enquanto na fibra curta os preços foram a US$ 513/t, suportados pela recuperação no nível de importações da commodity pelo país, após dois meses de volumes enfraquecidos. Segundo dados preliminares, esta tendência continuou em outubro, e é esperada uma melhora na fibra longa a partir de novembro.


No Brasil, as exportações de celulose voltaram a se recuperar em setembro, impulsionadas pela normalização do volume embarcado para a China, embora os preços médios tenham recuado ao patamar mais baixo dos últimos dois anos. No entanto, segundo dados preliminares da SECEX da terceira semana de outubro, o valor médio por tonelada voltou a avançar e atingiu US$ 440 (+8,5% m/m).
A expedição de caixas, acessórios e chapas de Papelão Ondulado voltou a recuar em agosto, e segundo prévias da Empapel para o mês de setembro, a retração continuou; ainda assim, o volume registrado representou recorde para os meses de setembro da série histórica. No acumulado dos 9M25, o volume expedido ficou praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior. Vale lembrar que, em 2024, a expedição atingiu volume recorde , e as projeções continuam apontando um crescimento de 1,2% na demanda por papelão ondulado em 2025, o que implicaria em um forte ritmo nos últimos meses do ano, com crescimento de 4% a/a.
A confiança do empresário do setor de papel e celulose teve ligeiro avanço sequencial, mas ainda segue abaixo da linha de 50 pontos desde dezembro/24, patamar que indica falta de confiança dos empresários na atividade industrial.


Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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