Setorial Papel e Celulose | Maio 2025
Especialistas do BB analisam os indicadores setoriais mais recentes de papel e celulose.
Publicado por: Análise BB

Especialistas do BB analisam os indicadores setoriais mais recentes de papel e celulose.
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
22/05/2025 às 10:22
A intensificação da guerra tarifária durante o mês de abril aumentou as incertezas com relação ao nível de demanda de celulose na China, com a possibilidade de que o consumo no mercado interno seja reduzido pela desaceleração da atividade econômica, bem como as exportações de papéis.
Conforme já era esperado, essas preocupações limitaram o apetite dos compradores de celulose na China por novos pedidos, o que, combinado aos estoques elevados da commodity no país em razão do forte ritmo de importação de fibras observado nos meses anteriores, contribuiu para o arrefecimento das importações e dos preços de celulose na região.


Como resultado, o volume brasileiro de exportações de celulose em abril teve queda de 27,5% em relação ao patamar recorde do mês anterior, e de 8,8% na comparação anual. Além da retração de 27,4 % m/m nos embarques para a China, as exportações para os Estados Unidos tombaram 58,3% em relação ao volume recorde do mês anterior – que embutiam o efeito da corrida dos compradores americanos diante da expectativa do aumento de tarifas de importação.

Vale lembrar que, apesar da suspensão temporária das tarifas recíprocas pelos Estados Unidos, ainda como parte do movimento de protecionismo norte-americano está em andamento uma investigação sobre o impacto das crescentes importações de madeira e seus derivados no mercado local, com previsão de conclusão apenas em novembro/25; a depender das conclusões podem ser aplicadas tarifas de importação adicionais, controles de importação ou incentivos para aumentar a produção nacional de produtos da cadeia.

No Brasil, após o enfraquecimento da expedição de caixas, acessórios e chapas de Papelão Ondulado nos dois primeiros meses no ano – que levou à revisão das projeções de crescimento para o ano de 2025 para baixo – o volume voltou a avançar em março, apoiado pela resiliência dos setores essenciais da economia, bem como das exportações. Segundo dados da Fastmarkets, cerca de 80% do papelão ondulado expedido no Brasil vai para produtos que não saem da lista de compras das família, como alimentos, e itens de higiene, cosméticos e produtos de limpeza, de modo que o impacto da desaceleração econômica no setor de papelão deve ser ainda baixo em 2025.
No entanto, os demais indicadores da indústria de papel continuam enfraquecidos, incluindo a confiança do empresário do setor, que segue abaixo da linha de 50 pontos desde dezembro/24, em um dos patamares mais baixos dos últimos 5 anos.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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