BB-BI atualiza relatório de Prévias Operacionais - Incorporadoras 3T26
Prévias operacionais exibem uma atividade ainda aquecida, embora em um ritmo de crescimento mais brando que nossas expectativas anteriores. Aproveitamos os números para revisar os preços-alvo das incorporadoras cobertas.
Publicado por: Análise BB
6 minutos
Atualizado em
29/10/2026 às 15:48
Publicadas as prévias operacionais das principais companhias do setor de incorporação, aproveitamos os números mais recentes das companhias para atualizar os nossos modelos de valuation e revisar os preços-alvo das incorporadoras que compõe o nosso universo de cobertura.
O segmento econômico permanece puxando um ritmo de atividade mais pujante, e mesmo companhias que apresentam um foco histórico mais voltado para o médio e alto padrão passaram a intensificar os lançamentos para esse público, dadas as condições mais atrativas de absorção por meio de programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida. Cyrela e EZTEC por exemplo, têm mostrado um volume de lançamentos consolidado bastante resiliente, mesmo sob base de comparação forte, equilibrando empreendimentos de diferentes tipologias e mantendo suas forças de vendas abastecidas de produtos.
Já nas companhias que têm maior foco na atuação em programas habitacionais, vemos uma atividade aquecida, embora alguns fatores tenham limitado o crescimento apresentado no acumulado de 2026, movimento que no geral se mostrou levemente aquém de nossas expectativas anteriores. As companhias citaram um maior nível de distratos no 3T26 com influência da greve de funcionários da Caixa Econômica Federal, embora a situação deva se normalizar ao longo do trimestre final de 2026. Cury optou por um ritmo de lançamentos um pouco mais baixo que nos 9M25, embora as vendas mostrem algum crescimento na mesma base, enquanto Direcional exibiu desaceleração em ambas as métricas. Já a Tenda trouxe avanço nos resultados operacionais, mesmo com os impactos de distratos pontualmente mais elevados, contando ainda com alta no ticket médio de unidades vendidas. A MRV mostrou um relevante avanço no volume de vendas, sendo a única companhia de nosso universo de cobertura a apresentar evolução na métrica VSO (vendas sobre oferta). Além disso, as subsidiárias Luggo e Resia venderam ativos com recebimentos parciais ainda no 3T26 e em partes nos trimestres posteriores, que devem ajudar a aliviar sua situação de endividamento consolidado e retornar gradualmente o protagonismo de seus resultados para o ritmo operacional da incorporação doméstica.
No geral, mantemos uma expectativa de crescimento para as companhias de nosso universo de cobertura, pautada por uma continuidade de condições atrativas nos programas habitacionais, e uma gradual melhora nas taxas de juros para o público de médio e alto padrão, embora a incorporação dos números operacionais recentes em conjunto com as premissas macroeconômicas atualizadas, tenha resultado majoritariamente em uma revisão levemente para baixo nos preços-alvo anteriores, mas ainda mantendo um potencial de valorização relevante para as seis companhias.
Acompanhe os comentários individuais e detalhes das revisões de preço-alvo no relatório completo!
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