Apresentamos nosso novo relatório trimestral, que consolida nossa percepção sobre os números divulgados nas prévias operacionais pelas construtoras dentro de nosso universo de cobertura.
De maneira geral, podemos dizer que o segmento segue sendo impulsionado pelas condições vigentes de programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida (MCMV). Nas primeiras páginas desse relatório, comentaremos as prévias operacionais de Cury, Direcional, MRV e Tenda, que mesmo sobre forte base de comparação, conseguiram sustentar um ritmo de atividade robusto.
Historicamente, momentos compostos por taxas de juros mais elevadas apresentam forte influência na demanda por produtos de médio e alto padrão, mais dependentes de taxas de financiamento de mercado. Ainda que dados consolidados de mercado mostrem significativa desaceleração desse segmento nos últimos trimestres, Cyrela e EZTEC - representantes que mais exploram esse nicho dentro de nosso universo de cobertura - apresentaram números sólidos, que parecem desafiar essa lógica do passado, demonstrando elevada expertise para lidar com momentos mais adversos dos ciclos macroeconômicos domésticos. Além disso, o segmento pode ganhar um fôlego adicional com as novas regras para financiamento de imóveis no SFH.
Nos últimos 12 meses, o principal índice setorial, o IMOB, avançou 54%, performance bastante superior aos +19% apresentados pelo Ibovespa no período (até 17/10). Embora o IMOB contemple também outras companhias expostas ao setor imobiliário, como as administradoras de shoppings centers por exemplo, a grande influência das incorporadoras em sua composição tem puxado seu desempenho recente para cima, reforçando sinais de atividade recente pujante para o setor.
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