Pague Menos (PGMN) 3T24: positivo; crescimento de receita, reversão de prejuízo e redução do endividamento.
BB analisa resultado do 3º TRI 2024. Companhia divulgou resultados positivos.
Publicado por: Análise BB

BB analisa resultado do 3º TRI 2024. Companhia divulgou resultados positivos.
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
05/11/2024 às 15:38
A Pague Menos divulgou um resultado positivo para o 3T24, em nossa opinião. Como pontos positivos, podemos citar (i) aumento expressivo de receita e de vendas mesmas lojas, com ganho de market share; (ii) diluição de despesas com melhoria da margem Ebitda; (iii) queda do nível de endividamento; (iv) reversão de prejuízo; e (v) bons números das conversões e sinergias com Extrafarma.

Ao longo do 1S24 as ações PGMN3 enfrentaram um movimento de forte queda, refletindo, ao nosso ver, o elevado nível de endividamento da companhia em meio a piora na perspectiva de trajetória dos juros. De junho para cá, entretanto, os papéis da Pague Menos se recuperaram, amparados principalmente pelos bons resultados apresentados no 2T24 e na expectativa de uma continuidade desse ritmo neste último trimestre, o que acabou se concretizando.
Apesar de a empresa ter apresentado estabilidade de margem bruta e ainda estar com o endividamento alto – mas em queda –, os demais indicadores embasam um cenário positivo para os próximos períodos. Soma-se a isso a declaração da companhia de que as prioridades para os últimos meses de 2024 continuam sendo a eficiência operacional, a integração com a Extrafarma e a desalavancagem financeira. Por ora, optamos por manter nossa recomendação em Neutra e o preço-alvo em R$ 3,95 para final de 2024 até que os números do 3T24 sejam incorporados em nosso valuation.

A receita bruta atingiu R$ 3,5 bilhões, crescimento de 13,9% a/a, em linha com nossas estimativas (-0,3% r/e). Por mais um trimestre, houve aumento relevante em vendas mesmas lojas (sss*) de 12,6% em Pague Menos e de 18,5% em Extrafarma, com um aumento consolidado de 13,6%. Merece destaque o crescimento de 30,4% a/a nas vendas de lojas convertidas.
A margem bruta, por sua vez, ficou estável em relação ao mesmo período do ano anterior e fechou o trimestre em 29,4% (+0,1 p.p. a/a), abaixo das nossas expectativas (-1,1 p.p. r/e). Como impactos positivos na margem bruta, podemos citar: (i) a normalização do estoque legado da Extrafarma e melhoria no índice de perdas; (ii) melhorias das condições comerciais; e (iii) incremento de margens nos canais digitais. Por outro lado, um efeito negativo no mix, devido ao aumento de vendas de medicamentos de marca que possuem menor rentabilidade, e o ajuste a valor presente (AVP) de preço dos medicamentos acabaram compensando os efeitos positivos.
Por fim, a companhia encerrou o trimestre com lucro líquido consolidado de R$ 46,6 milhões, resultado superior ao esperado pelo BB-BI, revertendo o prejuízo apresentado no mesmo período do ano anterior.
Quanto à alavancagem financeira, a relação dívida líquida/EBITDA ficou em 2,2x no 2T24, apresentando redução de 0,2x a/a. Durante a teleconferência de resultados, a companhia anunciou a manutenção do guidance de alavancagem para o final de 2024 em 2,0x.
(*) SSS: same store sales – termo em inglês que representa vendas mesmas lojas.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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