Pague Menos (PGMN) 2T25: positivo; aumento de receita e margens, com queda no nível de endividamento
BB analisa resultado do 2T25. Companhia divulgou resultados mistos, com destaque para ganho de market share.
Publicado por: Análise BB

BB analisa resultado do 2T25. Companhia divulgou resultados mistos, com destaque para ganho de market share.
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
14/08/2025 às 15:30
A Pague Menos divulgou um resultado positivo para o 2T25, em nossa opinião. A companhia apresentou (i) aumento expressivo de receita bruta e vendas mesmas lojas; (ii) melhoria de margens, tanto bruta como EBITDA; (iii) ganho de market share; e (iv) redução da alavancagem financeira.

Desde o início do ano, os papéis PGMN3 subiram 33,7% (até ontem, 4), reflexo, em nossa opinião, de um cenário mais positivo para as empresas cíclicas em geral, somado aos últimos resultados apresentados pela companhia, que vieram com números acima do esperado. Apesar do aumento médio de preços autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) ter vindo abaixo da inflação do período, a Pague Menos conseguiu apresentar melhoria na rentabilidade, o que evidencia uma estratégia acertada de vendas e uma boa gestão operacional. A companhia segue apresentando resultados sólidos, com boas perspectivas, principalmente, em relação à continuidade do crescimento expressivo de receita, ao aumento da participação dos canais digitais – que intensifica a fidelização de clientes e aumenta o ticket médio de compra – e à conversão de mais de 40 lojas da Extrafarma até o final de 2025, que deve ajudar a impulsionar os números da empresa. Apesar dos bons resultados, o cenário macro continua gerando expectativas mais incertas para as varejistas no segundo semestre do ano, especialmente as mais endividadas, como é o caso de Pague Menos. Por esses motivos, optamos por manter nossa recomendação Neutra, com preço-alvo em R$ 3,40 para final de 2025.

A receita bruta atingiu R$ 3,9 bilhões no 2T25, crescimento de 18,0% a/a, em linha com nossas estimativas (+0,3% r/e). As vendas mesmas lojas foram destaque por mais um período, registrando aumento de 18,1%, número bastante superior à inflação do período e, se considerarmos somente as lojas maduras, o crescimento foi de 17,5%. Importante mencionar que a venda média por loja atingiu o patamar de R$ 800 mil, número 17,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
No trimestre, a companhia ficou com 6,6% de market share nacional, registrando o sétimo mês consecutivo de aumento. As vendas nos canais digitais apresentaram um desempenho bastante positivo, com as vendas omnichannel crescendo 56,8% na comparação anual, representando 18,7% das vendas totais.
A Pague Menos informou que os bons números são frutos de campanhas promocionais, ações assertivas de marketing e de CRM*, além do engajamento do time e do fortalecimento dos canais digitais. Este último tem contribuído de forma especial para o aumento da frequência de compra e do ticket médio, dado que o gasto médio desses clientes é 2,8 vezes acima da média da companhia.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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