Pague Menos (PGMN3) 1T25: positivo; aumento expressivo de receita e margem EBITDA com queda do nível de endividamento.
BB analisa resultado do 1T25. Companhia divulgou resultados positivos.
Publicado por: Análise BB

BB analisa resultado do 1T25. Companhia divulgou resultados positivos.
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
06/05/2025 às 15:48
A Pague Menos divulgou um resultado positivo para o 1T25, em nossa opinião. A companhia apresentou (i) crescimento relevante de receita e vendas mesmas lojas; (ii) melhoria de margem EBITDA; (iii) ganho de market share; e (iv) redução da alavancagem financeira.

Desde o início do ano, os papéis PGMN3 subiram 11,8% (até ontem, 5), reflexo de um cenário macro mais otimista para empresas cíclicas devido, especialmente, ao fechamento da curva de juros e aos últimos resultados da companhia que têm surpreendido o mercado positivamente. Essa performance da ação ocorre apesar do aumento médio de preços autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) ter vindo abaixo da inflação do período, o que deve limitar a expansão da rentabilidade da companhia no 2T25. Entendemos que a Pague Menos tem apresentado números sólidos, com um crescimento de receita bem acima do mercado e com ganho de market share. Além de estar colhendo os frutos da acertada absorção da Extrafarma, a companhia vem apresentando boas alavancas operacionais e possui um canal digital crescendo de forma relevante. A expectativa agora fica por conta dos anúncios que serão feitos no Pague Menos Day a ser realizado no dia 22 de maio em relação à revisão estratégica que está ocorrendo na empresa. Entretanto, acreditamos que, apesar da companhia estar aos poucos reduzindo seu nível de endividamento, o patamar segue elevado, o que é um risco em um cenário de alta taxa de juros como o atual. Por esses motivos, optamos por manter nossa recomendação Neutra, com preço-alvo em R$ 3,40 para final de 2025.

A receita bruta atingiu R$ 3,6 bilhões no 1T25, crescimento de 17,1% a/a e acima de nossas estimativas (+2,6% r/e). Por mais um trimestre, as vendas mesmas lojas foram destaque com um aumento de 17,0% e, se considerarmos somente as lojas maduras, de 16,3%, ambos os crescimentos bem acima da inflação do período.
Com isso, a companhia está com 6,5% de market share nacional, registrando o sexto mês consecutivo de aumento. As vendas nos canais digitais apresentaram um excelente desempenho, com as vendas omnichannel crescendo 53,6% na comparação anual.
A companhia informou que o bom desempenho deveu-se ao ganho de produtividade do portfólio de lojas acumulado ao longo dos últimos trimestres, devido a campanhas comerciais bem-sucedidas, ao aumento da eficiência operacional e aceleração dos canais digitais, mesmo considerando o efeito calendário negativo gerado por 2024 ter sido ano bissexto.
Por fim, a companhia encerrou o trimestre com lucro líquido consolidado de R$ 10 milhões, acima das nossas projeções, resultado do relevante aumento das vendas, da rentabilidade e da queda na participação percentual do resultado financeiro negativo em relação à receita.
Quanto ao nível de endividamento, a companhia segue com sua trajetória de redução e apresentou uma relação dívida líquida/EBITDA Ajustado de 2,77x, considerando antecipações de recebíveis e os pagamentos referentes à Extrafarma. Com isso, a companhia reduziu em 0,04x quando comparado ao 4T24 e em 1,09x em relação ao 1T24.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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