Onde investir em setembro de 2026
Todo mês, uma carteira de investimentos personalizada com as sugestões dos especialistas do BB para cada perfil de investidor.
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
01/09/2026 às 18:10
Confira o video em: https://www.youtube.com/watch?v=ObTx2aLvrDY
Acesse aqui o relatório completo com as Carteiras de Alocação do BB
Acesse aqui o relatório completo com as Carteiras de Alocação do BB para PJ
Setembro começa com um cenário que ainda combina juros elevados no Brasil e nos Estados Unidos, riscos geopolíticos persistentes e maior atenção dos investidores ao processo eleitoral brasileiro.
Nesse contexto, o equilíbrio entre geração de renda, preservação patrimonial e diversificação continua sendo um dos principais direcionadores das estratégias de investimento.
Nos Estados Unidos, os mercados mantiveram desempenho positivo ao longo de agosto. O S&P 500 avançou 2,62% e o Nasdaq 100 subiu 4,18%, refletindo a resiliência da economia americana.
Ao mesmo tempo, o Federal Reserve segue adotando postura cautelosa diante de uma inflação que permanece acima da meta e de um mercado de trabalho ainda sólido.
No Brasil, a leitura mais recente da inflação trouxe sinais positivos no curto prazo. O IPCA-15 registrou deflação de 0,40% em agosto e acumula alta de 4,24% em doze meses. Ainda assim, o cenário continua exigindo prudência dos investidores e da política monetária. A projeção do Banco do Brasil para a Selic ao final de 2026 foi revisada para 13,75% ao ano, mantendo atrativa a remuneração dos investimentos em renda fixa.
RendaFixa Brasil
A renda fixa continua sendo o principal destaque da alocação para setembro. Os ativos pós-fixados seguem oferecendo remuneração atrativa diante do atual patamar da Selic, enquanto os títulos indexados à inflação permanecem apresentando uma das melhores relações entre risco e retorno para horizontes mais longos.
Mantemos preferência pelos títulos atrelados à inflação, que oferecem proteção em cenários de pressão inflacionária acima do esperado e permitem capturar taxas reais ainda atrativas. Os títulos prefixados também seguem interessantes para diversificação, especialmente em horizontes mais longos, embora continuem exigindo seletividade diante das incertezas relacionadas ao cenário econômico e político.
Em agosto, o CDI avançou 1,09%,o IMA-B 1,58% e o IMA-B 5+valorizou 2,14%.
Renda Variável Brasil
A bolsa brasileira atravessou um mês marcado por volatilidade. Após uma sequência de quedas na primeira metade de agosto, o mercado recuperou parte das perdas, mas encerrou o período em terreno negativo.
As incertezas relacionadas ao cenário eleitoral e a dependência do fluxo de investidores estrangeiros continuam influenciando a dinâmica do mercado local. Por esse motivo, mantemos uma postura cautelosa para a renda variável doméstica, privilegiando a diversificação e a seletividade na escolha dos ativos. Em agosto o Ibovespa encerrou o mês com queda de 0,33%.
Moedas
O dólar voltou a ganhar força ao longo de agosto, encerrando o mês cotado em R$ 5,19, com valorização de 2,22%. Além da variação cambial, a moeda americana continua exercendo papel importante como instrumento de diversificação e proteção das carteiras em períodos de maior incerteza.
Nos ativos alternativos, o destaque ficou novamente para os criptoativos. O Bitcoin avançou 25,37% em agosto e encerrou o período próximo de US$ 78.853,76. Já o Ethereum registrou valorização de 32,90%. Apesar dos retornos expressivos observados recentemente, a classe continua adequada apenas para investidores com maior tolerância à volatilidade.
Global
Os investimentos internacionais continuam desempenhando papel relevante na diversificação de longo prazo das carteiras. Em agosto, o desempenho positivo das bolsas americanas reforçou a importância da exposição global como forma de acessar diferentes setores, economias e moedas.
Nossa visão permanece neutra para a classe. Embora uma eventual redução dos juros americanos possa favorecer os ativos globais nos próximos trimestres, os níveis atuais de valuation e a permanência dos juros em patamar elevado exigem seletividade. Ainda assim, mantemos a alocação estrutural em investimentos no exterior como instrumento importante de diversificação geográfica e cambial.


