Onde investir em agosto 2026
Todo mês, uma carteira de investimentos personalizada com as sugestões dos especialistas do BB para cada perfil de investidor.
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
04/08/2026 às 12:24
Juros elevados seguem favorecendo a renda fixa
Agosto começa com um cenário ainda marcado por juros elevados no Brasil e no exterior, riscos geopolíticos persistentes e inflação que segue exigindo atenção dos bancos centrais. Nesse contexto, a busca por equilíbrio entre geração de renda, preservação patrimonial e diversificação continua sendo o principal direcionador das estratégias de investimento.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros inalterados e reforçou a postura cautelosa em relação aos próximos passos da política monetária. Ao mesmo tempo, os conflitos geopolíticos seguem pressionando preços de energia e adicionando volatilidade aos mercados globais.
No Brasil, a Selic permanece em patamar elevado, proporcionando retorno atrativo para ativos conservadores e favorecendo a captura de carrego na renda fixa. Apesar da melhora recente dos índices de inflação, as expectativas continuam demandando prudência dos investidores.

Renda Fixa Brasil
A renda fixa continua sendo o principal destaque da alocação para agosto. Os ativos pós-fixados seguem oferecendo remuneração atrativa diante do atual patamar da Selic, enquanto os títulos indexados à inflação permanecem apresentando uma das melhores relações entre risco e retorno para horizontes mais longos.
Mantemos preferência pelos títulos atrelados ao IPCA, que oferecem proteção em cenários de inflação acima do esperado e capturam taxas reais ainda elevadas. Já os prefixados seguem interessantes para diversificação, mas exigem maior seletividade diante das incertezas sobre a trajetória futura da política monetária.
Em julho, o CDI avançou 1,22%, o IRF-M registrou alta de 0,85% e o IMA-B apresentou retorno de 0,97%
Renda Variável Brasil
A bolsa brasileira continua sendo beneficiada por resultados corporativos resilientes e pelo fluxo positivo de investidores estrangeiros observado ao longo do ano. Entretanto, o ambiente de juros elevados e o aumento do prêmio de risco reduzem a atratividade relativa da classe no curto prazo.
Por esse motivo, mantemos uma postura cautelosa para a renda variável doméstica, privilegiando a diversificação e a seletividade na escolha dos ativos. O cenário segue construtivo para horizontes mais longos, mas com menor assimetria de ganhos quando comparado à remuneração disponível na renda fixa.
Em julho, o Ibovespa encerrou o mês com valorização de 3,47%
Moedas
O mercado cambial continua refletindo o ambiente de juros globais elevados e as incertezas geopolíticas. Nesse contexto, a exposição internacional segue relevante como instrumento de diversificação e mitigação de riscos específicos da economia doméstica. O dólar fechou o mês cotado em R$5,07, desvalorização de -1,72%.
Nos criptoativos, a volatilidade permanece elevada, embora o avanço da adoção institucional continue contribuindo para a maturação desse mercado no longo prazo.
Global
Os investimentos internacionais continuam desempenhando papel fundamental na construção de carteiras diversificadas. Apesar dos níveis elevados de valuation em alguns mercados, os resultados corporativos seguem resilientes e os investimentos ligados à inteligência artificial continuam sustentando importantes tendências estruturais de crescimento.
Nossa visão permanece neutra para a classe. Embora o potencial de retorno esperado tenha diminuído após os fortes ganhos observados nos últimos anos, a exposição internacional continua sendo uma importante fonte de diversificação geográfica, cambial e setorial para os investidores brasileiros.
Em julho, o S&P 500 recuou -0,13%, enquanto o Nasdaq 100 apresentou queda de -6,61%.
Carteira de Produtos
As recomendações para agosto mantêm foco na captura do carrego proporcionado pelos juros elevados, com destaque para ativos pós-fixados e títulos indexados à inflação. A alocação busca combinar geração de renda, preservação do patrimônio e proteção contra eventuais surpresas inflacionárias.
Os investimentos internacionais seguem contribuindo para a diversificação dos portfólios, enquanto a renda variável permanece recomendada de forma equilibrada e compatível com o perfil de cada investidor. Em um cenário de elevada incerteza global, a diversificação continua sendo o principal instrumento para construir portfólios mais resilientes no longo prazo.
Acesse aqui o relatório completo com as Carteiras de Alocação do BB
Acesse aqui o relatório completo com as Carteiras de Alocação do BB para PJ


