Número de assessores de investimento certificados cresce 7% em 2024; perfil dominante é masculino
Publicado por: Broadcast Exclusivo
4 minutos
Atualizado em
16/01/2025 às 12:06
Por Bruna Camargo, do Broadcast
Homem, entre 26 e 45 anos, que trabalha no Sudeste, principalmente em São Paulo. Esse é o perfil típico de um assessor de investimentos, conforme levantamento realizado pela Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord).
O número de assessores de investimento credenciados teve um aumento de 7,02% no último ano, saindo de 24.931 em dezembro de 2023 para 26.681 em dezembro de 2024. Desse total, 19.859 assessores estavam vinculados a algum escritório.
De dezembro de 2023 a dezembro de 2024, mais de 10 mil exames de certificação foram realizados pela Associação, com 4.541 profissionais aprovados. Segundo a Ancord, São Paulo é o centro mais procurado pelos candidatos inscritos (35,4%), seguido pelo Rio de Janeiro (12,2%).
Saiba mais sobre as certificações necessárias:
Perfil dos assessores de investimento
Os dados da Ancord mostram que a maioria dos assessores de investimentos é do gênero masculino, 79% do total. Cerca de um terço tem entre 26 e 35 anos (34%) e outro terço tem entre 36 e 45 anos (32%).
Mais da metade (62,1%) dos assessores atua na região Sudeste, com destaque para os mais de 10 mil profissionais só no Estado de São Paulo. Em seguida, a região Sul concentra 23,8% do total. Em seguida estão as regiões Nordeste (7,3%), Centro-Oeste (5,5%) e Norte (1,3%).
Como é a remuneração do assessor?
A remuneração do assessor de investimentos ficou mais transparente com a entrada em vigor, desde novembro de 2024, da Resolução 179 da CVM. A norma exige que corretoras e plataformas de investimentos divulguem aos investidores as suas remunerações e as de seus intermediários, além de eventuais conflitos de interesse.
Os modelos mais praticados de remuneração são por comissão (ou "rebate") sobre o produto contratado ou por taxa fixa (ou "fee"), em que o cliente paga ao profissional que contratou um porcentual sobre o patrimônio assessorado.
Diante das mudanças, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) preparou um documento de regras e procedimentos para a autorregulação dos fundos de investimento.
Segundo o material, denominado "Regras e Procedimentos do Código de Administração e Gestão de Recursos de Terceiros", caso o gestor opte por não informar no regulamento do fundo todas as taxas cobradas pela prestação de serviço e distribuição do produto separadamente, ele pode informar apenas uma taxa global, ou seja, a soma de todas as taxas recebidas. No entanto, ele precisará manter em seu site, em local de fácil acesso para o investidor, um documento detalhando a segregação das taxas devidas a cada prestador.

