Mês das crianças, mas os pais também podem investir em games: saiba como
Mercado de jogos eletrônicos deve atingir receita de US$ 187,7 bilhões neste ano
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos
Atualizado em
09/10/2024 às 12:28
Está chegando o Dia das Crianças, uma data especial para um mercado em específico: o de jogos eletrônicos. Mais do que uma simples diversão e sonho de consumo da criançada, trata-se de um mercado gigante e que vem ganhando cada vez mais relevância na economia mundial.
Segundo pesquisa da consultoria Newzoo, a população global de jogadores de games deve atingir 3,42 bilhões de pessoas até o final deste ano. Levando em conta o fato de que a população mundial é de 8,2 bilhões de pessoas segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), chegamos à constatação de que 4 em cada 10 seres humanos jogam algum tipo de jogo eletrônico.
"Já não é de hoje que a receita da indústria de games é maior do que a de cinema e música", aponta Guilherme Camargo, professor do curso de pós-graduação em "Game Business, Jogos como Negócios" na ESPM.
Neste sentido, os números impressionam. De acordo com a Newzoo, a receita global do mercado de games deve atingir US$ 187,7 bilhões neste ano, puxada por títulos super populares como League of Legends, Fortnite, Counter-Strike e Roblox.
Isso sem contar os e-Sports, que nada mais são do que a transformação dos jogos em eventos esportivos, com times, torcidas, patrocínio e tudo mais que tem direito. Para se ter uma ideia, a final do torneio mundial de League of Legends, conhecido como Worlds, de 2023, foi o evento de e-Sports mais assistido de todos os tempos, batendo o pico de 6,4 milhões de espectadores simultâneos em transmissões online pelo mundo.
Pesquisa da Newzoo prevê que até 2027, a receita do mercado de games deve crescer 13,6% em relação a este ano, para US$ 213,3 bilhões.
- A perspectiva é de que, até lá, o segmento de videogames de console, como Playstation e Xbox, seja responsável por 30% das receitas do mercado, contra 22% do segmento de games no PC. "Em contraste, a parcela de receita do segmento móvel tem caído desde o fim da pandemia de covid-19 e deve continuar essa tendência", afirma a consultoria em relatório.
Deu pra perceber que os games são muito mais que uma simples brincadeira de criança, né? Aliás, se quiser investir nisso, aqui vão algumas dicas.
Futuro dos games passa por Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial (IA) é um dos temas centrais do mercado de games. Aliás, pode-se dizer que IA e jogos eletrônicos possuem uma relação muito íntima, já que o crescimento dos dois está interligado.
"O mercado de games sempre esteve alinhado à implementação de inovações tecnológicas ao longo da sua história, desde jogos 3D, multiplayer, Realidade Aumentada, Realidade Virtual, entre outras", comenta Guilherme Camargo, professor da ESPM.
O futuro dos games, segundo o especialista, é que os jogos eletrônicos não sejam mais um produto, mas uma espécie de serviço que possibilita aos jogadores criarem novas realidades. É a tendência dos jogos colaborativos e do chamado "mundo aberto" nas plataformas de games.
"A IA já faz parte da indústria ao longo dos anos e muito em breve será possível o consumidor criar o seu próprio jogo, ter uma IA para jogar em seu lugar, entre outras atividades. Os jogos colaborativos e o que chamamos de mundo aberto trarão mais participação de funcionalidade da IA, e caminharemos para uma nova revolução do ponto de vista de consumo", avalia Camargo.
Como investir no mercado de games
Para entrar no promissor mercado de games, há diversas ações e títulos, como BDRs e ETFs, desde as gigantes da indústria de tecnologia até as softhouses especializadas em jogos.
A grande maioria das ações de empresas produtoras de games ou ligadas a este mercado está listada no exterior. E o caminho para investir nelas diretamente da tela do seu banco ou corretora, sem precisar se preocupar em abrir uma conta no exterior, são os Brazilian Depositary Receipts, conhecidos como BDRs ou recibos de ações, que são ativos negociados na própria Bolsa brasileira que replicam o comportamento desses papéis em Nova York ou outros mercados.
O investidor pode encontrar BDRs de gigantes do setor de consoles como a Microsoft (MSFT34), que inclusive no ano passado finalizou a aquisição da Activision Blizzard, uma das maiores desenvolvedoras de jogos do mundo. A japonesa Sony, produtora do PlayStation, também possui BDRs na B3, negociados com o ticker SNEC34.
Já entre as desenvolvedoras de games, é possível investir no BDRs da Eletronic Arts (EAIN34) e da Take-Two (T1TW34).
E olhando para a parte mais operacional dos games, com as produtoras de chips e semicondutores que são vitais para o desenvolvimento da IA, as opções aumentam, com a "queridinha" do mercado Nvidia (NVDA34), além de Intel (ITLC34), AMD (A1MD34), Qualcomm (QCOM34) e TSMC (TSMC34).
Para quem não quiser escolher uma empresa em específico para investir, existe até um fundo de índice (ETF) que permite alocar recursos em diversas empresas do mundo dos games. É o ETF JOGO11, que replica no Brasil o ETF ESPO (VanEck Video Gaming & E-sports Index), de Nova York, administrado pela gestora VanEck.
- Dentro do JOGO11, estão contempladas companhias como Tencent, Netease, AMD, Microsoft, Eletronic Arts, Roblox, Krafton, dentre outras.

