Setorial Bancos: Confira a análise dos dados do Bacen pelo BB-BI
Cenário ainda predominantemente favorável, mas vimos acentuação de dinâmicas menos otimistas. Mesmo considerando tudo, não faltam oportunidades no setor.
Publicado por: Análise BB

Cenário ainda predominantemente favorável, mas vimos acentuação de dinâmicas menos otimistas. Mesmo considerando tudo, não faltam oportunidades no setor.
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
10/04/2025 às 14:51
Os dados de crédito de fevereiro divulgados pelo Bacen em 9/abril* sugerem um cenário predominantemente sólido, em nossa visão, mas foi possível ver a acentuação das principais dinâmicas esperadas para o ano de 2025.
O crescimento de crédito no comparativo anual ainda oscila na casa dos dois dígitos, e de fato a expansão ante fevereiro de 2024 foi até maior do que a registrada em janeiro. No entanto, devemos ver mais cedo ou mais tarde um arrefecimento desta expansão, já que o nível de juros esperado para este ano é maior do que o atual, o que sugere maior seletividade por parte dos bancos e menor apetite por parte das empresas e famílias.
Olhando para a inadimplência, que se elevou sequencialmente em fevereiro após alta em janeiro – ainda que de forma marginal – também esperamos uma piora para o ano, ainda na esteira de juros mais elevados e um provável esfriamento da atividade econômica quando comparada com o ano anterior. Um dos fatores que corrobora essa visão é a escalada paulatina do endividamento das famílias, que marcou o maior nível em 20 meses.
No mês anterior apontamos para a dinâmica da elevação do spread, que imaginávamos devesse inverter o movimento de queda que vinha se configurando até então, o que de fato aconteceu – e com um salto, com os bancos envidando esforços no trabalho de um mix mais arrojado capaz de compensar as pressões esperadas pela provável escalada da inadimplência. Enxergamos mais espaço para a ampliação desse movimento, mas limitado, já que apesar da alta nos custos de captação, do lado da aplicação os bancos enfrentam desafios vindo do ambiente concorrencial, que se acirra dia a dia especialmente com as Fintechs.
No mês de março vimos importante marco para o setor, que foi o lançamento da modalidade consignado privado sob nova modalidade centralizada através da plataforma CTPS eletrônica. Dados apontam para uma concessão de mais do que o triplo da modalidade anterior, volume atingindo mais de R$ 3,3 bilhões nas duas primeiras semanas, e expectativas de aceleração ainda maior a partir de 25 de abril, data estimada para o ingresso da maioria dos bancos participantes do sistema e avanços na plataforma.
Apesar dos fortes movimentos nos mercados acionários desde 2/abr com as sequências de tarifas recíprocas anunciadas globalmente no âmbito da guerra comercial, nossas teses de investimentos permanecem inabaladas.
Nosso posicionamento é de que os bancos constituem um setor resiliente para a exposição em renda variável diante do arcabouço de incertezas que se cristalizam com as informações que temos atualmente (mas que podem mudar do dia para a noite). Essa resiliência se dá pela quase exclusiva operação em território nacional, sendo o Brasil um dos países que menos saiu perdendo na queda de braço comercial vista este mês.
Nosso nome favorito para o momento permanece sendo o Itaú, que agrega um mix de resultados consistentes, disciplina de custos e crescimento orgânico difícil de ser superado, enquanto Nubank corre por fora como um nome de qualidade de execução de um negócio único e com potencial global que em nossa visão é subestimado.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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