Fechamento (30/10) | Na 5ª queda seguida, Bolsa perde 0,75%; em outubro, acumula recuo de 9,88%
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
30/10/2026 às 17:34
Por Gabriela Pessanha, da Broadcast
São Paulo, 30/10/2026
Como foi o dia:
O Ibovespa marcou nesta sexta-feira a quinta queda seguida, encerrando os negócios aos 167.921 pontos e baixa de 0,75%. No mês de outubro, o índice de referência da Bolsa caiu quase 10% (- 9,88%).
As expectativas a respeito da taxa básica de juros e de eventuais ajustes fiscais permearam o cenário doméstico.
O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na próxima semana para definir se haverá mudança ou manutenção dos juros no País. A expectativa do mercado é a de que o Banco Central opte por não alterar a taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano.
O mau humor por aqui foi corroborado ainda pela liquidação de ações ligadas à tecnologia no exterior diante dos resultados trimestrais considerados decepcionantes da Intel e da Amazon, entre outras do setor.
O cenário levou os principais índices de Wall Street a cederem em bloco: o Dow Jones caiu 1,09%, o S&P 500 desvalorizou 1,82% e o Nasdaq teve a maior perda, de 2,86%.
No mesmo sentido, a cautela geopolítica ganhou força com a possibilidade de novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, o que deu fôlego aos preços do petróleo e, em contrapartida, acompanhou temores inflacionários.
No mercado de câmbio, o dólar obteve alta forte de 1,05% ante o real, com cotação de R$ 5,4443. O movimento foi na contramão do comparativo da moeda americana com outras de países emergentes.
Altas e baixas
A divulgação do balanço da Vale (VALE3) impulsionou a mineradora, que após quedas consecutivas nas sessões desta semana, voltou a subir e configurou entre uma das mais valorizadas do índice de referência da B3 neste pregão, com alta de 3,28%.
Ainda no setor, a CSN (CSNA3) foi no caminho oposto e perdeu 8,49%, enquanto a Usiminas (USIM5) teve a maior queda do Ibovespa, de 8,59%, pressionada pelos resultados do terceiro trimestre abaixo do esperado. Nem mesmo o lucro líquido de R$ 243 milhões, que reverteu o prejuízo de R$ 3,5 bilhões do segundo trimestre de 2025, sustentou o papel.
Commodities
O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira, em meio às incertezas sobre o sucesso de mediadores nas negociações entre Estados Unidos e Irã e às tensões entre a Arábia Saudita e os Houthis, que mantiveram infraestrutura energética do reino sob ameaça.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a afirmar mais cedo que a guerra com o Irã terminará em breve, "de um jeito ou de outro". O republicano ressaltou que precisa de garantias de que o país persa jamais desenvolverá uma arma nuclear.
Analistas do banco MUFG dizem que os preços do óleo continuarão a ter uma tendência de alta até que haja clareza sobre as condições geopolíticas, com o período após as eleições de meio de mandato nos EUA na próxima semana em foco para uma potencial deterioração na segurança regional.
Na ICE, o petróleo Brent fechou em alta de 2,37%, a US$ 113,43 o barril. O tipo WTI avançou 2,08%, na Nymex, com o barril a US$ 104,12.
No mesmo sentido, a Petrobras avançou entre 0,98% (PETR4) e 1,61% (PETR3) no mercado doméstico.
Criptomoedas
O ataque hacker à Binance, que gerou uma perda estimada em US$ 6,3 bilhões para exchange, levou as criptomoedas a caírem nesta sexta-feira.
A liquidação das ações de tecnologia em Nova York também prejudicou os ativos digitais.
Do total perdido, US$ 5 bilhões já foram recompostos, de acordo com a Binance. A maior corretora do mundo afirma que o incidente pode ter acontecido a partir de um laptop comprometido, o que teria permitido os saques não autorizados, enquanto analistas ligam o episódio à Coreia do Norte.
A avaliação da Moon Pursuit Capital é que essa janela de preços mais baixos pode ser a última oportunidade para investidores comprarem o Bitcoin abaixo da marca de US$ 80 mil antes do início da próxima alta.
Por volta das 16h, o BTC recuava 5,30%, a US$ 76.598, enquanto o Ethereum caía 4,20%, a US$ 2.230, de acordo com a plataforma Coinbase.
(Colaboraram Letícia Araújo e Thais Porsch)

