Fechamento (30/09) | Bolsa sobe 1,37%, aos 186.340 pontos; no mês, alta foi de 5,03%
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
30/09/2026 às 17:36
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 30/09/2026
Como foi o dia:
Neste último pregão de setembro, a inflação de agosto abaixo do esperado nos Estados Unidos mudou a percepção em torno da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) de outubro e trouxe alívio aos mercados.
Ganhou força o cenário de manutenção da taxa dos Fed funds, atualmente na faixa de 3,75% a 4%, ante uma previsão de nova alta pelo banco central do país, o que ajudou a sustentar o sentido positivo entre a maior parte das bolsas em Nova York ao longo do dia.
No fechamento, entretanto, o sinal virou e apenas o Nasdaq marcou alta, de 0,24%, enquanto, na outra ponta, o Dow Jones cedeu 0,86% e o S&P 500 caiu 0,25%.
No radar dos investidores, o dado de emprego americano, a ser divulgado na sexta-feira no relatório payroll, pode corroborar - ou não - as expectativas de menor aperto monetário pelo Fed no mês que vem.
Por aqui, o Ibovespa acompanhou o humor externo e encerrou os negócios com ganhos de 1,37%, aos 186.340 pontos, com especialistas citando sinais de entrada de capital estrangeiro. No acumulado de setembro, a valorização do índice de referência da B3 foi de 5,03%.
No mercado de câmbio, o dólar recuou 0,81% ante o real, valendo R$ 5,1750 ao final do dia.
Altas e baixas
Investidores se animaram com as expectativas de manutenção dos juros pelo Fed em outubro, após dados de inflação dos Estados Unidos virem abaixo do esperado, e, nesse embalo, a maior parte do setor financeiro fechou a sessão com ganhos: o Bradesco (BBDC4) subiu 4,11%, assim como o Itaú Unibanco (ITUB4), com alta de 4,68%, e o Banco do Brasil (BBAS3), que avançou 4,67%.
Na mesma ponta, Vale (VALE3) ganhou 0,43%, em dia de cenário distinto para o minério de ferro no exterior. Teve leve alta de 0,14%, em Dalian, e queda de 0,42%, em Singapura.
Já Petrobras fechou mista: + 0,04% (PETR4) e - 0,35% (PETR3).
Ainda entre as baixas, o Santander (SANB11) destoou dos pares do mesmo segmento e caiu 2,77%.
Commodities
A última sessão do mês foi de nova alta aos preços do petróleo, com as tensões no Oriente Médio permanecendo elevadas diante de relatos recorrentes de ataques no Estreito de Ormuz, apesar do aumento das exportações na região.
Sob atenção ainda, os estoques da commodity nos EUA registraram aumento inesperado na semana passada, houve uma forte redução nos estoques de gasolina e queda muito além do previsto nos destilados, segundo o Departamento de Energia do país (DoE, na sigla em inglês).
Na Nymex, o barril do WTI avançou 1,16%, a US$ 90,42, enquanto o do Brent encerrou em alta de 1,94%, a US$ 98,03. No mês, o WTI avançou quase 6% e o Brent subiu cerca de 7%.
Criptomoedas
O Bitcoin subiu hoje, seguindo a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) americano, que apresentou uma pressão menor que o esperado e reduziu as expectativas de aperto na política monetária do Fed.
Ainda assim, o avanço foi limitado e o mercado aguarda novos catalisadores ligados ao setor.
Segundo a Binance, perto das 16h (em Brasília), o Bitcoin operava em alta de 0,35%, a US$ 83.919, enquanto o Ethereum perdia 0,65%, a US$ 2.679.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Matheus Andrade)

