Fechamento (29/10) | Quarta baixa seguida: Ibovespa recua 1,06% e encerra os negócios aos 169.186 pontos
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
29/10/2026 às 17:39
Por Gabriela Pessanha, da Broadcast
São Paulo, 29/10/2026
Como foi o dia:
O principal índice da Bolsa de brasileira, o Ibovespa, estendeu as perdas dos últimos dias e mais uma vez - a quarta seguida -, encerrou a sessão em baixa de 1,06%, aos 169.186 pontos. A pressão negativa veio de blue chips do segmento financeiro e Vale (VALE3), entre outros ativos.
Outro fator que pesou foi a queda em bloco dos principais índices de Nova York. Lá, o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,25%, 0,30% e 1,38%, respectivamente.
Em Wall Street, o tombo da Alphabet após divulgação do balanço abaixo do esperado e a percepção de que o banco central americano, o Federal Reserve (Fed), pode voltar a elevar os juros, depois de optar pela manutenção das taxas na reunião de ontem, contribuíram para o mau humor dos investidores.
O crescimento da economia dos Estados Unidos ficou acima do esperado no terceiro trimestre e o fator contribuiu para a tese de aumento dos juros na próxima reunião do Fed, de dezembro.
No mercado de câmbio, o dólar recuperou as perdas das duas sessões anteriores e hoje encerrou com alta de 0,89% ante o real, cotado a R$ 5,3878.
O bom desempenho da moeda americana em relação à brasileira não refletiu, entretanto, o sentido negativo observado na sua comparação com outras seis de países emergentes.
Altas e baixas
Blue chips figuraram novamente entre os destaques da sessão. Embora tenha virado o sinal próximo ao fim das negociações, a Petrobras passou o dia operando em queda - no mesmo sentido da commodity - e encerrou mista, com alta marginal de 0,05% das ordinárias (PETR3) e perda de 0,59% das preferenciais (PETR4).
A Vale (VALE3) também encerrou com desvalorização de 2,17%, mas o recuo não foi regra para as mineradoras: a Gerdau (GGBR4) ficou na ponta positiva do dia, com ganho de 5,69%, impulsionada pela recomendação de compra e aumento do preço alvo divulgada pelo Itaú.
Entre os bancos, um movimento semelhante aconteceu. O Santander (SANB11), que puxou os setor para baixo após a divulgação do balanço na véspera, conseguiu se recuperar e avançou 1,19% hoje.
Pares do segmento foram no outro sentido. O Itaú (ITUB4) caiu 0,60%, o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,97% e o Bradesco (BBDC4) cedeu 3,54%.
Commodities
As novas tentativas entre Estados Unidos e Irã de buscarem um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio pressionaram o petróleo, que encerrou em queda nesta sessão.
Do lado iraniano, o líder do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, publicou no X que qualquer avanço, entretanto, só será possível após a aceitação de sete condições impostas por Teerã.
Segundo o site Semafor, a Casa Branca mantém tratativas em curso para um acordo temporário de paz, embora ainda enfrente obstáculos para viabilizar a iniciativa.
Nesse cenário, o tipo Brent encerrou com queda de 0,84%, na ICE, a US$ 110,80 o barril, enquanto o WTI recuou 0,76%, com cotação de US$ 102,00 o barril, na Nymex.
Criptomoedas
A perspectiva sobre a política monetária americana e a reação negativa aos resultados trimestrais da Alphabet também influenciaram as criptomoedas, resultando em queda para o Bitcoin. O ativo oscilou e chegou a cair abaixo de US$ 80 mil durante a sessão.
Para o FxPro, as apostas "ligeiramente" maiores de alta nos juros americanos e preocupações com os lucros corporativos impediram uma recuperação das criptomoedas. O maior risco é um recuo no preço do BTC em direção a US$ 75 mil, de acordo com a corretora.
O Zaye Capital Markets, por sua vez, adiciona à incerteza sobre a política monetária dos EUA, a demanda de investimento institucional e as tensões geopolíticas como fatores que pressionaram o BTC.
Por volta das 16h, a moeda digital recuava 0,44%, a US$ 80.804, enquanto o Ethereum caía 0,16%, a US$ 2.322, de acordo com a plataforma Coinbase.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Letícia Araújo)

