Fechamento (29/09) | Bolsa fecha em alta de 0,46%, aos 183.827 pontos
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
29/09/2026 às 17:36
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 29/09/2026
Como foi o dia:
A sessão desta terça-feira teve dois contrapontos: o alívio nos preços do petróleo de um lado e a pressão de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos de outro, mesmo com dados mais fracos do que o esperado sobre o emprego e a confiança do consumidor do país.
No exterior, a desvalorização da commodity - após a Arábia Saudita retomar as exportações pelo oleoduto Leste-Oeste, com recuperação dos embarques no Golfo e esforços de mediação entre os americanos e iranianos - não foi suficiente para reduzir a cautela. O mercado ainda espera aumento nas taxas dos EUA pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Nesse cenário, os índices acionários de Wall Street estenderam perdas e recuaram hoje. O Dow Jones perdeu 0,26% e o S&P 500 caiu 0,17%, enquanto o Nasdaq teve baixa marginal de 0,09%.
Por aqui, indicadores divulgados mais cedo pesaram na leitura de inflação e atividade: o IGP-M subiu 1,57% em setembro, acima da mediana das expectativas, de alta de 1,54%, e a Pnad mostrou desemprego de 5,3%, em linha com o esperado.
No mesmo sentido, dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram que o mercado de trabalho brasileiro abriu 165.827 postos de trabalho em agosto, acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast , que apontava para criação líquida de 93.486 mil vagas no mês passado.
Os números mantiveram a percepção de um mercado de trabalho aquecido e menos espaço para cortes na taxa Selic. Ainda assim, ao final do pregão, o Ibovespa anotou os 183.827 pontos, com alta de 0,46%, recuperando a baixa da véspera.
No câmbio, o dólar perdeu 0,18% ante o real, valendo R$ 5,2170.
Altas e baixas
Quem liderou as maiores altas do Ibovespa hoje foi a Azzas (AZZA3), com salto de 10,50%, recuperando-se da queda de 5,25% de ontem, quando devolveu parte da alta de 12,97% que teve na sexta-feira, dia 25.
A ação tem mostrado volatilidade diante de notícias sobre disputas na gestão e possível venda da Farm Rio.
No caminho oposto, o anúncio de corte de produção e revisão para cima dos custos da CSN (CSNA3) desagradou o mercado, que já andava preocupado com o setor diante do aumento dos custos de frete e seus impactos, culminando na queda expressiva de 9,85% dos ativos.
Na mesma ponta, ainda diante do recuo do minério de ferro no exterior - cedeu 0,78%, em Dalian, e 0,68%, em Singapura -, e da desaceleração do segmento na China, a Vale (VALE3) perdeu 2,18%.
Já Petrobras fechou no azul, com valorização entre 0,78% (PETR4) e 0,09% (PETR3).
Commodities
O petróleo fechou em baixa, com o mercado se ajustando diante de sinais de retomada das exportações pelo oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita e a recuperação de embarques no Golfo, embora ainda não haja perspectiva para um acordo entre EUA e Irã para o fim da guerra no Oriente Médio.
Dados da Kpler indicam que os envios da commodity na região chegaram em setembro a 80% dos níveis anteriores à guerra, há sete meses.
Na ICE, o barril do tipo Brent caiu 1,71%, a US$ 96,16, e, na Nymex, o do WTI perdeu 3,48%, a US$ 89,38.
Criptomoedas
O Bitcoin e o Ethereum marcaram queda, diante da cautela dos investidores com o avanço nos juros dos Treasuries e as incertezas macroeconômicas e geopolíticas.
Sem novos catalisadores para os ativos, o espaço para um renovado avanço nas cotações segue limitado, avaliaram analistas do setor.
"O cenário macroeconômico se tornou ainda mais restritivo para o segmento desde o aumento das taxas de juros nos EUA no início deste mês", afirmaram analistas da Bitfinex.
Perto das 16h (em Brasília), o BTC operava em queda de 0,48%, a US$ 83.628, e o ETH perdia 0,20%, a US$ 2.693, de acordo com a plataforma Binance.
(Colaboraram Matheus Andrade)

