Fechamento (28/09) | Ibovespa fecha em queda de 0,26%; dólar vai a R$ 5,2265
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
28/09/2026 às 17:31
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 28/09/2026 -
Como foi o dia:
A semana começou com clima de cautela entre os investidores e consequente aumento da aversão a risco tendo como pano de fundo a recusa do presidente dos EUA, Donald Trump, a uma proposta iraniana de cessar-fogo para o conflito no Oriente Médio, que hoje completa sete meses.
Novas ameaças mútuas de ataques e o risco de interrupções no fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz levaram os preços do óleo à nova alta, após encerrarem em baixa na semana anterior. A valorização da commodity reacendeu temores de inflação mais resistente e de juros globais elevados por mais tempo.
Aqui, na prática, esse cenário se traduziu em novo movimento negativo para a Bolsa, uma vez que, se de um lado a elevação do petróleo impulsionou ações do setor, como Petrobras, por outro penalizou outras blue chips da B3, como bancos.
No fechamento, o índice de referência Ibovespa marcou os 182.991 pontos, com baixa de 0,26%.
Em Wall Street, o sentido de baixa também foi apurado entre os principais índices, ainda que a alta da Nvidia, após a gigante informar que vai ampliar em US$ 150 bilhões seu programa de recompra de ações, tenha contido uma queda ainda mais agressiva. O Nasdaq cedeu 0,92%, o S&P 500 recuou 0,77% e o Dow Jones perdeu 0,67%.
No mercado de câmbio, o dólar avançou 0,86% ante o real, a R$ 5,2265, seguindo o fortalecimento global da moeda em linha com a busca do investidor por proteção.
Altas e baixas
A alta do petróleo deu suporte à valorização de ativos de peso para o Ibovespa, como Petrobras, que anotou avanço entre 1,52% (PETR4) e 1,83% (PETR3). Na mesma ponta, Vale (VALE3) ganhou 0,55%, a despeito da queda de 0,91% do minério de ferro, em Dalian, e de 0,43%, em Singapura.
No mesmo sentido, em siderurgia, a CSN (CSNA3) ganhou 0,67%, a Usiminas (USIM5) subiu 1,01% e a Gerdau (GGBR4GGBR4) avançou 0,40%. O aumento do custo do frete segue sob atenção do setor como um todo, diante dos níveis atuais do preço do petróleo.
Já no segmento bancário, Itaú Unibanco (ITUB4) desvalorizou 1%, Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,46% e Bradesco (BBDC4) cedeu 1,23%.
Commodities
O petróleo reverteu perdas recentes e hoje marcou alta, ainda que tenha se afastado das máximas do dia no fechamento, após relatos de que a Arábia Saudita elevou o fluxo no oleoduto Leste-Oeste depois de concluir reparos.
O avanço nos preços da commodity perdeu algum ímpeto ainda depois que a CNN informou que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria disposto a aliviar sanções contra o Irã e liberar fundos congelados em troca de "progressos concretos" em um acordo nuclear.
Na ICE, o barril do tipo Brent subiu 0,40%, a US$ 97,83, e, na Nymex, o do WTI avançou 0,21%, a US$ 92,60.
Criptomoedas
Os principais criptoativos operaram em baixa hoje, em um cenário macroeconômico que inspira cautela, com ausência de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que deu algum impulso aos preços do petróleo e reforçou as perspectivas de uma política monetária mais restritiva por parte dos bancos centrais.
Segundo a Binance, perto das 16h (em Brasília), o Bitcoin cedia 1,40%, a US$ 83.508, e o Ethereum perdia 0,59%, a US$ 2.675.
No radar ainda, os ETFs de BTC nos EUA receberam cerca de US$ 2,39 bilhões na última semana, maior entrada semanal de 2026 e a mais forte desde outubro de 2025.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Matheus Andrade)

