Fechamento (28/08) | Ibovespa marca a oitava alta seguida e sobe 0,30%; dólar vai a R$ 5,1965
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
28/08/2026 às 17:29
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 28/08/2026 -
Como foi o dia:
A Bolsa brasileira operou em modo defensivo nesta sexta-feira, com o gatilho principal vindo do simpósio do Federal Reserve (Fed) em Jackson Hole, nos Estados Unidos, onde o presidente do banco central americano, Kevin Warsh, reforçou que a inflação do país segue acima da meta de 2% e que a economia americana aparenta estar fortalecida.
A fala levou agentes do mercado a esperarem alta nos juros dos EUA no mês que vem ante expectativa anterior de que um eventual aumento ocorresse apenas em outubro.
A mudança de precificação pressionou globalmente ativos de risco e fortaleceu o dólar.
Nesse ambiente, aqui o Ibovespa virou o sinal para o vermelho ao longo de praticamente todo o pregão, devolvendo parte do movimento de recuperação recente.
Entretanto, ganhou algum fôlego ao final do dia e encerrou com nova alta - a oitava seguida - de 0,30%, aos 175.664 pontos.
Já o dólar ganhou tração e seguiu aqui a valorização externa da moeda americana, fechando em alta de 0,67% ante o real, cotado a R$ 5,1965.
A leitura de um Fed potencialmente mais restritivo também repercutiu sobre as principais bolsas de Wall Street, que recuaram em bloco: o Nasdaq cedeu 0,52%, o S&P 500 caiu 0,25% e o Dow Jones perdeu 0,02%, após ganhos recentes diante do maior apetite a risco por ações de tecnologia.
Altas e baixas
A Petrobras subiu 1,99% (PETR4 e PETR3), a despeito da baixa leve do petróleo, mas impulsionada pela elevação de recomendação de neutra para outperform (equivalente à compra) pelo Bradesco BBI.
O mercado monitorou de perto também a aprovação, pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), da prorrogação do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, demandada pelo Ministério da Fazenda.
Já a alta firme do minério de ferro no exterior - a commodity avançou 0,91% em Dalian e 1% em Singapura - não foi suficiente para dar suporte às ações da Vale (VALE3), que caíram 0,67%.
A pressão decorreu da possível tributação dos lucros obtidos por controladas da companhia no exterior, o que ainda segue em avaliação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Commodities
A sexta-feira foi de baixa para os preços do petróleo, conforme os investidores avaliaram o impasse nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã em torno do conflito no Oriente Médio, que hoje completou seis meses, e o fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz.
A Casa Branca informou a mediadores que não tem interesse em retomar os termos de um acordo preliminar firmado com o país persa, que posteriormente fracassou.
Na mesma linha, o Ministério das Relações Exteriores do Irã reiterou acusações de que os Estados Unidos promovem uma nova onda de "terrorismo econômico" contra Teerã e que as sanções anunciadas por Washington nesta semana violam a Carta das Nações Unidas.
No fechamento, o barril do tipo WTI perdeu 0,16%, a US$ 83,40, na Nymex, e o do Brent, na ICE, recuou 0,47%, a US$ 88,10.
Criptomoedas
O Bitcoin marcou queda nesta sessão, seguindo os comentários do presidente do Fed, Kevin Warsh, de mais cedo, em Jackson Hole, que apontaram para uma postura mais rígida por parte da autoridade monetária.
A sugestão de juros mais altos nos EUA tirou parte do ímpeto recente da criptomoeda, que buscava catalisadores para superar os US$ 80 mil, algo que chegou a ocorrer antes das declarações do dirigente do Fed.
Perto das 16h (em Brasília), o BTC operava em baixa de 3,28%, a US$ 77.551, e, no mesmo sentido, o Ethereum caía 0,24%, a US$ 2.508, de acordo com a plataforma Binance.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Matheus Andrade)

