Fechamento (25/06) | Ibovespa recua 1,02%, aos 135.767 pontos; dólar avança para R$ 5,5551
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos

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Atualizado em
25/06/2025 às 17:34
Por Patrícia Queiroz, do Broadcast
São Paulo, 25/06/2025 - O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 1,02%, aos 135.767 pontos, próximo da mínima do dia, de 135.564 pontos. O mercado acompanhou ao longo da sessão a inserção da votação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derruba o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na pauta da votação de hoje da Câmara dos Deputados. Os investidores também acompanharam os desdobramentos em torno do conflito no Oriente Médio.
Ao final do pregão de hoje, o dólar à vista avançou 0,66%, cotado a R$ 5,5551 ante o real. Já as ações da Vale (VALE3) registraram leve queda de 0,12%, em linha com a queda no contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para setembro de 2025, que recuou 1,24%.
Os principais índices de Wall Street seguiram sinais distintos ao final do dia: Nasdaq subiu 0,31%, Dow Jones recuou 0,25%, e o S&P 500 ficou estável, aos 42.982 pontos.
A inserção do PDL na pauta de hoje, anunciada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) via redes sociais, surpreendeu deputados e agentes do mercado. Isso porque as sessões do Congresso estão esvaziadas nesta semana por conta das festas juninas, que levam políticos, principalmente do Norte e Nordeste, para seus redutos eleitorais, o que faz a sessão ser virtual.
Logo no início da sessão ordinária, a Câmara rejeitou um requerimento de retirada da votação do PDL da pauta. Foram 349 votos favoráveis à manutenção do item na pauta e 104 quiseram a retirada. A sessão prossegue no plenário.
Mais cedo, a Fitch Ratings reiterou o rating do Brasil em 'BB', com perspectiva estável. A nota é limitada pela alta e crescente razão dívida/Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, além de rigidez orçamentária, baixos índices de aprovação do governo e crescimento potencial relativamente baixo.
Mais cedo, o presidente norte-americano, Donald Trump afirmou não acreditar que um acordo nuclear com o Irã seja necessário após os ataques dos EUA às instalações nucleares do país persa, mas que haverá negociações na próxima semana. Já o Irã confirmou que as três centrais nucleares atacadas pelos EUA no fim de semana sofreram graves danos.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, recuperando uma pequena parte das perdas que sofreram nos dois últimos dias, quando caíram fortemente seguindo a diminuição dos prêmios de risco pelas tensões no Oriente Médio.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para agosto fechou em alta de 0,85%, a US$ 64,92 o barril. O Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou levemente 0,39%, a US$ 66,43 o barril.
Por aqui, no mercado à vista, as ações da Petrobras recuaram 0,51% (PETR4) e 0,59%(PETR3).
O Bitcoin avançou hoje, com retorno do apetite por riscos após o cessar-fogo no Oriente Médio e na ausência de novas escaladas de tensões. Sobre o setor, especialmente, repercutiu a fala de mais cedo do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no Senado norte-americano, segundo o qual a indústria de criptos amadureceu nos últimos dois anos, tornando-se mais popular.
Powell explicou que o Fed está "analisando e retirando muitas orientações anteriores sobre criptomoedas". De acordo com cotações da Binance, o Bitcoin subia 2,09%, a US$ 107.632, por volta das 16h30. O movimento de alta foi apurado ao longo de todo o dia.
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