Fechamento (23/09) | Cautela externa repercute no Ibovespa, que cai 0,86%; dólar sobe 1,28%
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
23/09/2026 às 17:26
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 23/09/2026
Como foi o dia:
A sessão desta quarta-feira teve como pano de fundo a leitura de dados de atividade mais fortes nos Estados Unidos e o recrudescimento das tensões entre o país e o Irã, o que ajudou a impulsionar os preços do petróleo.
Os índices de gerentes de compras (PMIs) preliminares da S&P Global sobre a economia norte-americana vieram acima do esperado em setembro: o composto subiu a 58,4 (de 56,0 em agosto), com serviços em 58,7 e indústria em 57,0, reforçando a percepção de economia resiliente.
Aqui, ainda que a alta da commodity tenha repercutido em ganhos para ativos domésticos ligados ao setor, o ambiente de cautela externo contagiou os negócios e a Bolsa brasileira encerrou o dia em queda, após um pregão de intensa volatilidade entre os sinais positivo e negativo.
No fechamento, o índice de referência Ibovespa marcou os 185.814 pontos, com desvalorização de 0,86%. No mesmo sentido, em Wall Street, o Nasdaq perdeu 1,13%, o S&P 500 caiu 0,75% e o Dow Jones recuou 0,68%.
Já no mercado de câmbio, o dólar subiu 1,28% ante o real, a R$ 5,1682, refletindo a força da moeda americana no exterior e um ajuste técnico após duas sessões de queda.
No radar dos investidores, as incertezas sobre as negociações entre Washington e Teerã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Mais cedo, o presidente do país persa, Masoud Pezeshkian, defendeu durante discurso na Assembleia Geral da ONU o uso de energia nuclear pelo país e disse que não poderá liberar o Estreito de Ormuz enquanto houver sanções econômicas.
Altas e baixas
O Magazine Luiza (MGLU3) ficou entre as maiores altas do Ibovespa, com avanço de 3,73%. O impulso decorreu da revogação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de uma medida preventiva que proibia a varejista de comercializar medicamentos.
Na mesma ponta, entre blue chips, Petrobras avançou entre 2,59% (PETR4) e 2,61% (PETR3), em linha com o avanço nos preços do petróleo.
Já Vale (VALE3) perdeu 1,85%, pressionando o índice de referência da B3 para baixo, em dia de sinal misto para os preços do minério de ferro no exterior.
Commodities
O petróleo fechou em alta, após cinco sessões seguidas de baixa, em meio à frustração com a expectativa de que a reunião desta semana entre os Estados Unidos e o Irã pudesse abrir caminho para um acordo entre as partes.
A possível proibição de exportações de diesel por três meses nos EUA também ajudou a elevar os preços.
Contribuiu ainda para a valorização da commodity a informação dada pelo Departamento de Energia dos EUA de que os estoques do óleo no país tiveram alta de 2,969 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa de queda de 500 mil barris dos analistas.
Na ICE, o barril do Brent subiu 2,84%, a US$ 98,12, e, na Nymex, o do WTI ganhou 1,81%, a US$ 92,16.
Criptomoedas
O Bitcoin e o Ethereum operaram em baixa, seguindo a aversão a risco no mercado que acompanhou perspectivas para um Federal Reserve (Fed) mais restritivo e uma alta nos preços do petróleo após cinco sessões consecutivas de queda.
Segundo dados da plataforma Binance, perto das 16h (em Brasília), o BTC recuava 2,45%, a US$ 84.370, enquanto o ETH cedia 2,98%, a US$ 2.669.
(Colaboraram Matheus Andrade e Thais Porsch)

