Fechamento (22/09) | Bolsa estende ganhos e marca alta de 0,44%; dólar cai a R$ 5,1029
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
22/09/2026 às 17:30
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 22/09/2026 -
Como foi o dia:
A sessão desta terça-feira, com agenda de indicadores esvaziada e a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) lida como, praticamente, sem novidades por agentes de mercado, foi de alta para a Bolsa doméstica.
A percepção foi a de que a ata indicou, em alguma medida, que o Banco Central não exclui a possibilidade de novos cortes na taxa Selic ainda em 2026, após a redução para 13,75% ao ano na semana passada e o que já havia sugerido no comunicado divulgado junto à decisão.
Sem novos catalisadores, os ativos locais acompanharam o movimento externo e a baixa das commodities, como o petróleo e o minério de ferro. Ainda assim, após operar em queda leve ao longo de praticamente todo o pregão, o índice de referência Ibovespa virou o sinal no final da tarde e encerrou os negócios aos 187.422 pontos, em alta de 0,44% e estendendo ganhos recentes.
Já em Wall Street, o sentido foi misto entre a maior parte dos índices acionários. Entre eles, o Nasdaq avançou 0,45% e o S&P 500 fechou estável, enquanto o Dow Jones recuou 0,36%.
No câmbio, o dólar à vista perdeu 0,11% ante o real, valendo R$ 5,1029 ao final do dia.
Além das participações e falas dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump (EUA) na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nov York, o arrefecimento no conflito no Oriente Médio ficou no radar. Há relatos sobre a normalização parcial de fluxo de petróleo na Arábia Saudita, além de conversas entre americanos e iranianos.
O cenário gerou nova trégua nos preços do petróleo e ajudou a aliviar preocupações inflacionárias.
Altas e baixas
Entre as altas do dia, as ações da MBRF (MBRF3) subiram 2,43%, impulsionadas pela notícia de que o Uruguai cedeu ao Brasil o uso da cota de exportação de carne bovina à China sem tarifa extra, volume que corresponderia a aproximadamente 80 mil toneladas, como relataram fontes à Broadcast Agro .
Já papéis cíclicos marcaram baixa, diante da alta dos juros futuros domésticos. Entre elas, Cury (CURY3) perdeu 2,27% e Vivara (VIVA3) cedeu 4,37%.
Commodities
O petróleo voltou a fechar em baixa, acumulando a quinta sessão seguida em território negativo, diante das movimentações para negociações entre Estados Unidos e Irã à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
No evento, o presidente americano, Donald Trump, disse que o fluxo da commodity no Golfo Pérsico está maior do que em qualquer momento desde o início da guerra, há quase sete meses. Mais tarde, afirmou que uma delegação dos EUA se reuniu por mais de três horas com representantes iranianos e classificou a conversa como "muito produtiva".
Negociado na ICE, o barril do tipo Brent caiu 1,09%, a US$ 99,25, enquanto o do WTI recuou 2%, a US$ 90,52, na Nymex.
Aqui, Petrobras foi no caminho oposto ao da commodity e marcou alta entre 0,73% (PETR4) e 0,61% (PETR3). Vale (VALE3) também avançou, 0,39%, a despeito da queda do minério de ferro no exterior.
Criptomoedas
O Bitcoin operou em alta hoje, dando continuidade ao impulso positivo recente diante da expectativa de maior apetite a risco no cenário global com a queda nos preços do petróleo e outros fatores ligados ao setor.
Entre os catalisadores, analistas ressaltaram a retomada das compras do ativo digital pela Strategy e uma entrada de quase US$ 1 bilhão nos ETFs à vista nos EUA ontem, maior fluxo diário desde outubro de 2025.
Segundo a Binance, perto das 16h (em Brasília), o BTC subia 0,52%, a US$ 86.476, enquanto, na outra ponta, o Ethereum cedia 0,11%, a US$ 2.754.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Matheus Andrade)

