Fechamento (21/10) | Ibovespa corrige ganhos e encerra sessão em queda de 0,86%, aos 206.495 pontos
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
21/10/2026 às 17:29
Por Gabriela Pessanha, da Broadcast
São Paulo, 21/10/2026
Como foi o dia:
Após marcar alta firme de 1,57% na véspera, a quarta-feira foi de correção de ganhos para o Ibovespa, que encerrou os negócios aos 206.495 pontos e baixa de 0,86%.
Aqui, balanços corporativos e o movimento misto nos preços do petróleo ficaram no radar, além de pesquisas eleitorais recentes para o Palácio do Planalto, que mantém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente.
O sentido negativo registrado no mercado doméstico foi o aposto do apurado em Wall Street. Lá o ânimo revigorado junto aos ativos relacionados à tecnologia e inteligência artificial (IA) e a perspectiva de bons resultados para os balanços da Meta e da Tesla referentes ao terceiro trimestre do ano e que saem daqui a pouco ajudaram nos ganhos.
No final do dia, o Nasdaq subiu 1,05%, o S&P 500 avançou 0,58% e o Dow Jones marcou alta de 0,69%.
No mercado de câmbio, o dólar voltou a subir levemente ante o real - 0,18% - após três sessões de baixa, fechando o pregão cotado a R$ 5,0279.
Altas e baixas
Entre as ações que ficaram na ponta positiva do Ibovespa, a Tovts (TOTS3), a Tim (TIMS3) e a Embraer (EMBJ3) ganharam 2,78%, 1,73% e 1,11%, respectivamente.
No outro sentido e abrindo a temporada local de balanços do terceiro trimestre, a Weg (WEGE3) recuou 7,34%. A empresa registrou lucro líquido de R$ 1,665 bilhão no período, alta de 0,9% na comparação anual. Já a margem Ebitda chegou a 21,6%, número 0,60 ponto porcentual menor ante o terceiro trimestre de 2025.
No mesmo sentido, a Cosan (CSAN3) perdeu 3,42%, após informar que não conseguiu fechar acordo satisfatório para a venda de sua participação na Rumo (RAIL3) - que caiu 1,76% -, após um período de negociação em exclusividade. A empresa diz que segue avaliando alternativas para otimizar sua estrutura de capital e criar valor para seus acionistas.
Commodities
O petróleo fechou sem direção única nesta sessão após volatilidade durante as negociações. A commodity foi pressionada pela notícia de que os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, concordaram em retomar as negociações trilaterais com Washington para encerrar a guerra.
Dentro do cenário de instabilidades, no Oriente Médio, petroleiros foram atingidos nesta quarta-feira por projéteis perto do Iraque e Omã, de acordo com a agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO, da sigla em inglês).
Apesar dos ataques contínuos, os embarques de petróleo da região superaram os níveis pré-guerra, há quase oito meses. Os fluxos através de Ormuz e rotas de exportação alternativas atingiram uma média de mais de 24 milhões de barris por dia na semana até 18 de outubro, acima do nível pré-guerra de 23,3 milhões de barris por dia, de acordo com a Kpler.
O barril do tipo Brent fechou em alta de 0,03%, na ICE, a US$ 108,82 e, na outra ponta, o tipo WTI caiu 0,68%, a US$ 97,15, na Nymex. Aqui, as ações da Petrobras encerraram o dia com queda de 0,79% (PETR4) e 0,15% (PETR3).
Na Ásia, o minério de ferro também fechou com direções mistas. Em Dalian, a commodity subiu 0,07%, enquanto em Singapura houve baixa de 0,18%. Assim como na véspera, a Vale (VALE3) registrou nova queda de 2,15%, pressionada pelo desempenho fraco no mercado internacional.
Criptomoedas
Assim como ocorreu no mercado acionário de Nova York, o Bitcoin operou em alta, beneficiado também por um dólar mais fragilizado e uma melhora na demanda institucional.
Entre os sinais positivos, os analistas destacaram a decisão recente inédita da JP Morgan Asset Management de incluir a criptomoeda em suas projeções de longo prazo para os mercados de capitais.
Por volta das 16h, o BTC subia 2,08%, a US$ 84.218, enquanto o Ethereum avançava 2,14%, a US$ 2.491, de acordo com a plataforma Coinbase.
(Colaboraram Letícia Araújo e Thais Porsch)

