Fechamento (20/10) | Ibovespa recupera perdas recentes e marca alta firme de 1,57%
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
20/10/2026 às 17:40
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 20/10/2026
Como foi o dia:
A terça-feira foi de apetite a risco renovado entre os mercados, diante da perspectiva de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã - ainda sem confirmação oficial -, o que levou os preços do petróleo para baixo e, como consequência ainda, mitigou temores inflacionários.
Aqui, com o apoio da valorização de cíclicas e blue chips do segmento financeiro diante da entrada de capital externo para a Bolsa, o índice de referência Ibovespa recuperou perdas recentes e marcou forte alta de 1,57%, encerrando os negócios aos 208.295 pontos.
O mesmo sentido foi apurado em Wall Street, onde o movimento positivo aconteceu na maioria dos índices. Lá, o S&P 500 ganhou 0,28% e o Dow Jones avançou 1,02%, com novo fôlego junto aos ativos relacionados à tecnologia e inteligência artificial (IA). Na outra ponta, o Nasdaq teve queda marginal de 0,02%.
No mercado de câmbio, o dólar perdeu 0,58% ante o real, assim como cedeu no mercado externo, valendo R$ 5,0189 ao final do dia.
Altas e baixas
Ações de empresas expostas à economia doméstica, as chamadas cíclicas, ficaram na ponta de altas do Ibovespa nesta terça-feira, conforme investidores seguiram mostrando preferência por papéis que podem se beneficiar de uma eventual queda da taxa Selic adiante. Entre elas, Magazine Luiza (MGLU3) subiu 14,79% e Natura (NATU3) ganhou 7,75%.
Nessa mesma toada, os bancos registraram alta firme, impulsionados também pelos sinais de entrada de recursos estrangeiros para a Bolsa. Banco do Brasil (BBAS3) avançou 1,04%, Itaú Unibanco (ITUB) subiu 1,88% e Bradesco (BBDC4) marcou valorização de 2,89%.
Já a MBRF (MBRF3) teve um dia de queda e alta volatilidade, repercutindo a decisão do Brasil de suspender as exportações de carne de aves à China após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus, em Santa Catarina. Próximo ao fechamento, a ação inverteu o sinal e fechou com alta de 1,87%.
Na outra ponta, a Vale (VALE3) cedeu 1,39%, pressionada pela baixa do minério de ferro. A commodity caiu 0,15%, em Dalian, e 0,57%, Singapura.
Commodities
Assim como na véspera, o petróleo fechou em queda no pregão desta terça-feira sob influência de ataques dos houthis contra alvos energéticos, aeroportuários e militares na Arábia Saudita, além do anúncio do Irã de que dois petroleiros atingiram minas navais instaladas no Estreito de Ormuz.
O Commerzbank destacou que o fornecimento do óleo da região do Golfo caiu "significativamente" na última semana devido ao aumento dos ataques iranianos a petroleiros e navios comerciais.
Neste contexto, o petróleo Brent fechou em queda de 0,69%, a US$ 108,79 o barril, na ICE, enquanto o tipo WTI recuou 0,73%, na Nymex, com cotação de US$ 97,82 o barril.
Apesar do cenário internacional, as ações da Petrobras obtiveram resultados positivos, com valorização entre 0,36% (PETR4) e 0,48% (PETR3).
Criptomoedas
Apesar das volatilidades registradas ao longo da sessão causadas, entre outros fatores, pelas variações de preços do petróleo e temores sobre a trajetória de juros pelo banco central americano, o Federal Reserve (Fed), o Bitcoin operou em alta nesta terça-feira.
Até então, o ativo vinha sendo pressionado pelos temores de taxas americanas mais altas e pelas preocupações com os gastos em inteligência artificial (IA), que têm contaminado o mercado acionário e contribuído para uma liquidação mais ampla, da qual a criptomoeda acabou participando.
Por volta das 16h, o BTC operava em alta de 0,80%, a US$ 82.551, enquanto o Ethereum subia 1,60%, a US$ 2.436, de acordo com a plataforma Binance.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Letícia Araújo)

