Fechamento (20/03) | Escalada na guerra derruba mercados e Ibovespa tomba 2,25%; dólar sobe a R$ 5,3092
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos

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Atualizado em
20/03/2026 às 18:02

Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
Entre os únicos cinco dos 85 papéis que integram o Ibovespa a fecharem os negócios na ponta positiva hoje, Prio (PRIO3) ganhou 3,14%, Rede D'Or (RDOR3) subiu 0,16%, Vivara (VIVA3) avançou 2,20%, Cemig (CMIG4) valorizou 0,41% e Yduqs (YDUQ3) teve alta de 1,38%.
Todas as recuaram, com destaque para Petrobras, com queda entre 2,37% (PETR4) e 2,39% (PETR3), adicionalmente pressionada pelo anúncio das regras da Medida Provisória (MP) que prevê um subsídio federal ao diesel, de forma a conter o aumento dos preços.
Na visão do estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, é "difícil distinguir o que foi mau humor do mercado e o que foi da própria ação hoje".
Na mesma ponta negativa, Vale (VALE3) driblou a alta de 1,05% do minério de ferro em Dalian e recuou 1,41%.
Entre os bancos, Bradesco (BBDC4) perdeu 1,66%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 1,75% e Banco do Brasil (BBAS3) cedeu 1,02%
Investidores digeriram novos desdobramentos da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã e estratégias para tentar reabrir o Estreito de Ormuz, além de ponderarem as possíveis consequências econômicas globais do conflito.
Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, voltou a afirmar que está considerando planos para ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg, para pressionar Teerã a liberar a passagem de petroleiros por Ormuz.
No mesmo sentido, o país estaria enviando milhares de fuzileiros navais e marinheiros adicionais para o Oriente Médio.
Diante desse cenário, a sessão foi altamente volátil aos preços do petróleo, que, ainda assim, voltaram a marcar alta.
A despeito da baixa firme apurada nos mercados acionários tradicionais, as principais criptomoedas operaram perto da estabilidade nesta sessão. Entre elas, perto das 16h (em Brasília), o Bitcoin cedia 0,02%, a US$ 69.821, enquanto o Ethereum tinha baixa de 0,10%, a US$ 2.121, segundo a Binance.
As movimentações recentes do segmento, segundo avaliação do Saxo Bank, seguiram as incertezas em torno da guerra no Oriente Médio e os elevados preços da energia.
"A principal conclusão para os investidores é que as criptomoedas estão se comportando novamente como ativos sensíveis a fatores macroeconômicos, reagindo às expectativas de taxas de juros, à força do dólar e aos desenvolvimentos geopolíticos, em vez de fatores puramente específicos desse tipo de investimento", disseram analistas da instituição.
(Colaboraram Matheus Andrade e Thais Porsch)
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