Fechamento (19/10) | Ibovespa encerra sessão em queda de 0,17%, aos 205.079 pontos
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
19/10/2026 às 17:38
Por Gabriela Pessanha, da Broadcast
São Paulo, 19/10/2026
Como foi o dia:
O Ibovespa encerrou a sessão de hoje com queda de 0,17%, aos 205.079 pontos. A baixa do índice de referência da Bolsa refletiu, entre outros elementos, a queda no petróleo, que pesou sobre ações do setor, como as da Petrobras, além da cautela quanto ao segundo turno das eleições, que acontecem no próximo domingo.
As expectativas dos investidores sobre a próxima reunião do banco central americano, o Federal Reserve (Fed), marcada para a semana que vem, também ficou no radar, com a perspectiva de juros elevados nos EUA por mais tempo.
Já em Wall Street, houve alta para a maior parte dos índices acionários, com elevação de 0,41% do S&P 500 e variação positiva de 1,11% do Nasdaq, enquanto o Dow Jones marcou baixa marginal de 0,07%.
No mercado de câmbio, o dólar fechou em queda de 0,50% em relação ao real, com cotação de R$ 5,0481.
Altas e baixas
As ações da Petrobras sofreram forte queda nesta segunda-feira devido à realização de lucros recentes, o que o sócio da AAX Investimentos, Rodrigo Brolo, considerou um movimento "normal". O recuo variou entre 2,82% (PETR4) e 2,93% (PETR3).
A baixa chegou para a estatal após recordes de valor de mercado em outubro, com um novo teto de R$ 819,8 bilhões atingido no pregão da última sexta-feira (16).
Na outra ponta, a Azzas (AZZA3) encerrou a sessão com alta de 13,25% após receber recomendação de compra do Citi e elevação do preço-alvo de R$ 19 para R$ 30.
A MRV (MRVE3) também teve um dia positivo, com valorização de 10,94%, encerrando a sessão com cotação acima de R$ 8 (R$ 8,01) pela primeira vez desde abril passado.
Para o sócio da Fatorial Investimentos, Fábio Lemos, essa alta mais firme da construtora refletiu uma combinação de alívio no mercado de juros futuros com sinais de recuperação operacional, mostrada nas prévias do terceiro trimestre da empresa.
Commodities
As tensões no Oriente Médio e o alívio nas tarifas americanas impostas à Rússia influenciaram a movimentação do petróleo, que fechou em queda nesta segunda-feira.
O presidente americano, Donald Trump, reforçou no domingo apoio à reeleição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e ameaçou intensificar as ações contra o Irã, caso Teerã não mude de postura.
Em publicação na Truth Social, o republicano afirmou que Netanyahu é o único líder capaz de manter a parceria com Washington no enfrentamento à República Islâmica.
O líder da Casa Branca também defendeu sua decisão de abrandamento de sanções à Rússia e acusou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de prejudicar o abastecimento mundial de diesel com ataques a refinarias russas.
No fechamento, o petróleo Brent marcou baixa de 0,28%, com cotação de US$ 109,55 por barril, na ICE, enquanto o tipo WTI caiu 0,48%, a US$ 98,54 o barril, na Nymex.
Já o minério de ferro subiu 1,26%, em Dalian e ganhou 0,41%, em Singapura. No mesmo sentido, a Vale (VALE3) encerrou o pregão com alta de 0,23%.
Para o analista da AGF, Pedro Galdi, os papéis, entretanto, seguem pressionados pelos custos com frete marítimo, considerando a escalada recente dos preços do petróleo.
Criptomoedas
O Bitcoin encerrou a sessão em alta após uma semana marcada pela inflação americana acima do esperado, tensões geopolíticas e saídas nos ETFs. Para analistas, o retorno a casa dos R$ 82 mil representa a resiliência do ativo.
"Se essa região for consolidada novamente, o primeiro alvo passa a ser os US$ 85 mil. Já em uma nova correção, os US$ 80 mil serão o principal suporte de curto prazo", avalia Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin.
Por volta das 16h, o BTC operava em alta de 0,97%, a US$ 81.946, enquanto o Ethereum subia 1,20%, a US$ 2.390, de acordo com a plataforma Binance.
(Colaboraram Amélia Alves, Matheus Andrade e Thais Porsch)

