Fechamento (18/06) | Bolsa fecha perto da estabilidade, mas novamente no vermelho, aos 168.277 pontos
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
18/06/2026 às 18:54

Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
Como foi o dia:
- A assinatura do memorando de entendimentos entre os Estados Unidos e o Irã para dar fim ao conflito no Oriente Médio - deflagrado há quase quatro meses -, e a consequente reabertura do Estreito de Ormuz, rota fundamental para o tráfego de petróleo global, elevaram o apetite a risco dos investidores.
- Ainda assim, dúvidas sobre o cumprimento do acordo entre as partes envolvidas e o viés mais duro do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na comunicação de ontem, quando manteve os juros do país inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, limitaram a euforia e mantiveram o dólar fortalecido. Aqui, a moeda encerrou a quinta-feira valendo R$ 5,1752, em alta firme de 1,32%.
- No mercado doméstico, o Ibovespa voltou a ensaiar recuperação de perdas recentes ao longo da sessão, mas descolou do movimento registrado entre os pares de Nova York e virou o sinal para o negativo.
- Pressionado ainda pelas incertezas sobre a política monetária local, o índice de referência da Bolsa fechou os negócios em nova baixa pela quinta vez consecutiva este mês, ainda que muito perto da estabilidade, aos 168.277 pontos (- 0,10%).
- Já em Wall Street, com a busca renovada por ativos dos segmentos de tecnologia e inteligência artificial, o Nasdaq subiu 1,91%, o S&P 500 avançou 1,08% e o Dow Jones teve valorização de 0,14%.
Altas e baixas
Após subirem 2% na véspera, as ações da Weg (WEGE3) avançaram 4,59% hoje, impulsionadas, segundo analistas de mercado, pelo pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 438,146 milhões. Ajudou ainda a alta do dólar americano, segundo o gestor de portfólio da Soho Capital, Hugo Queiroz.
Já os papéis da Braskem (BRKM5) tombaram 10,27%, com o mercado repercutindo informações de que a empresa enfrenta dificuldades para obter apoio suficiente para avançar com uma proposta de reestruturação extrajudicial.
Conforme informou a Broadcast , os credores externos estariam fazendo pressão para um alongamento menor da dívida do que o proposto pela petroquímica, por período de três anos, e a manutenção do juro atual.
Commodities
As cotações do petróleo encerraram a sessão sem direção única, enquanto o mercado se concentrou no movimento de navios pelo Estreito de Ormuz após a assinatura do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.
Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país persa, Esmaeil Baghaei, afirmou que Teerã e Omã chegaram a um formato sobre os mecanismos de administração do trecho, que ficará sob responsabilidade compartilhada de ambos.
Para analistas do Bank of America, o entusiasmo em torno da retomada completa dos fluxos da commodity nas próximas semanas ignora problemas importantes, os quais devem levar meses para serem solucionados. "Dadas as dificuldades logísticas, isso sugere que os mercados do óleo podem permanecer em déficit até o 4º trimestre deste ano", projetaram.
Na Nymex, o tipo WTI cedeu 0,21%, a US$ 75,85 o barril, enquanto o Brent marcou alta de 0,38%, a US$ 79,85 o barril, na ICE.
Aqui, os papéis da Petrobras seguiram o sentido do petróleo de referência e avançaram entre 0,73% (PETR4) e 0,14% (PETR3). Os da Vale (VALE3) também ficaram na ponta positiva do Ibovespa, em alta de 0,20%.
Confira o video em: https://www.youtube.com/watch?v=xs_m0y1OHMc
Criptomoedas
A quinta-feira foi novamente de baixas para as principais criptomoedas. Perto das 16h (em Brasília), o Bitcoin recuava 4,50%, a US$ 62.692, e o Ethereum caía 4,90%, a US$ 1.685, segundo cotações da Binance.
Para o FxPro, a menos que haja uma recuperação a partir dos níveis atuais, "teremos motivos para concluir que a fase de alta terminou".
Isso porque, para a consultoria, uma queda abaixo das mínimas recentes do BTC, na faixa entre US$ 59 mil a US$ 60 mil, confirmaria que a onda de vendas atingiu um novo nível, com a possibilidade de nova baixa para o patamar próximo a US$ 45 mil.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Letícia Araújo)

