Fechamento (17/09) | Bolsa recupera perdas e, com suporte de blue chips, marca leve alta de 0,24%
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
17/09/2026 às 17:29
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 17/09/2026 -
Como foi o dia:
A quinta-feira foi de recuperação para a Bolsa brasileira, amparada pela valorização de pesos pesados dos setores de mineração e siderurgia, além de bancos. No fechamento, o índice de referência Ibovespa apurou alta leve de 0,24%, marcando os 185.992 pontos.
Na mesma ponta e em maior escala, revertendo três pregões seguidos de baixa, diante de temores com eventual nova bolha de ativos ligados à inteligência artificial (IA), os principais índices de Wall Street anotaram ganhos. O Nasdaq subiu 1,69%, o S&P 500 ganhou 1,14% e o Dow Jones teve alta de 0,61%.
Já no mercado câmbio, o dólar seguiu o sentido da moeda no exterior e aqui caiu 0,23% ante o real, valendo R$ 5,1393 ao final do dia.
Entre os elementos que nortearam a sessão, o reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado mais cedo pelo governo ficou no radar. Isso porque, embora o Ministério do Planejamento e Orçamento tenha informado que a medida será acomodada dentro dos limites de gasto e siga critérios técnicos, há temores com questões fiscais e possível efeito político da medida.
Os sinais de cautela dados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no comunicado de ontem, quando cortou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 13,75% ao ano, também ficaram sob atenção.
Altas e baixas
Entre os destaques de alta da sessão, os papéis do Santander (SANB11) subiram 2,52%, refletindo a valorização das ações da matriz na Bolsa de Madri após lançar oferta pública para aquisição de ações (OPA).
Por sua vez, as ações da Vale (VALE3) ganharam 2,07%, em mais um dia de leve alívio para o minério de ferro no exterior. Em Dalian, a commodity subiu 0,28%, enquanto, em Singapura, avançou 0,52%. A CSN (CSNA3), no entanto, seguiu a direção contrária e caiu 3,25%.
No segmento de siderurgia e metalurgia, a Usiminas (USIM5) avançou 0,85% e a Gerdau (GOAU4) subiu 2,18%. O sentimento dos investidores em relação ao setor, entretanto, ficou mais cauteloso, segundo a XP, que destacou que a demanda instável, a retomada da pressão das importações e os descontos no mercado doméstico têm reduzido o poder de precificação das companhias.
Commodities
O petróleo fechou em queda, após sinais de que há avanços diplomáticos no Oriente Médio. A retomada da oferta petrolífera da Arábia Saudita ao mercado global também contribuiu para o movimento.
Negociado na ICE, o barril do tipo Brent caiu 0,95%, a US$ 104,82. Já o do WTI, na Nymex, recuou 0,51%, a US$ 101,91.
A China pediu reservadamente ao Irã que ajude a conter os Houthis, do Iêmen, após um apelo da Arábia Saudita a Pequim, informou a Reuters .
O analista Christopher Tahir, da Exness, afirma que os avanços diplomáticos diminuem a pressão de alta da commodity, embora o mercado físico permaneça apertado, o que limita a queda.
"O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz continua a cair, enquanto as tensões entre a Arábia Saudita e os Houthis deixam o transporte no Mar Vermelho e a infraestrutura energética regional expostos a novas interrupções", avaliou em nota.
No mercado doméstico, a Petrobras fechou a sessão com movimento misto: as preferenciais (PETR4) caíram 0,08% e as ordinárias (PETR3) ganharam 0,32%.
Criptomoedas
O Bitcoin e o Ethereum voltaram a subir, recuperando as perdas da véspera seguindo a frustração com a falta de avanços regulatórios do setor nos Estados Unidos e a decisão do Federal Reserve (Fed) de elevar os juros americanos.
Por volta das 16h (em Brasília), o BTC operava em alta de 0,94%, a 76.504, e o ETH subia 2,09%, a 2.451, de acordo com a plataforma Binance.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Matheus Andrade)

