Fechamento | Ibovespa recua 1,24%, sob pressão de Nova York e tarifaço; dólar sobe a R$ 5,09
Publicado por: Broadcast Exclusivo
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Atualizado em
16/07/2026 às 17:38
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
Como foi o dia:
São Paulo, 15/07/2026 - A Bolsa brasileira reportou mais um pregão de baixa nesta quinta-feira, a segunda consecutiva, refletindo o mau humor dos mercados de Nova York e cautela após os Estados Unidos oficializarem uma nova tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil.
O Ibovespa fechou em queda de 1,24%, aos 173.825 pontos, atingindo uma perda semanal acumulada de 2,27%. A aversão a risco também enfraqueceu o real no mercado de câmbio, e o dólar à vista subiu 0,40%, a R$ 5,0990 - na semana, a moeda americana perde 0,18%.
Investidores digeriram a divulgação do relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) confirmando a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, como punição por práticas comerciais consideradas desleais. A cobrança começará na quarta-feira que vem.
Ao mesmo tempo, o USTR ampliou a lista de isenções do texto preliminar de junho, o que alivia perspectivas para algumas exportadoras brasileiras. No entanto, pesa a percepção de atrito diplomático entre Brasil e EUA após declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, acusando o governo brasileiro de "má fé" nas negociações comerciais.
Em Nova York, a aversão a risco foi impulsionada por preocupação sobre o conflito no Oriente Médio, após a imprensa internacional relatar que o Irã pediu aos rebeldes houthis do Iêmen que estejam preparados para fechar a rota de transporte de petróleo no Mar Vermelho caso os EUA ataquem a infraestrutura energética iraniana.
No fechamento, o índice Nasdaq puxou as perdas, recuando 1,47%, enquanto o S&P 500 caiu 0,51% e o Dow Jones perdeu 0,20%
Altas e baixas
As principais blue chips brasileiras pressionaram o Ibovespa nesta quinta-feira, com impacto da baixa do petróleo e sinal estável do minério na China. Vale ([VALE3]) registrou forte perda de 2,05% na sessão, enquanto Petrobras caiu entre 1,72% (PETR4) e 1,95% (PETR3).
Na ponta positiva, CSN Mineração (CMIN3) recuperou as perdas da véspera e avançou 4,01%, liderando as altas porcentuais do Ibovespa. Em seguida veio Ultrapar (UGPA3), subindo 2,86% após dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrarem aumento de 1,1% no consumo de combustíveis e lubrificantes em maio ante abril.
Commodities
O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira, operando com forte volatilidade e dentro de uma faixa estreita, conforme investidores digerem os desdobramentos no Oriente Médio e as movimentações dos houthis do Iêmen no conflito.
O barril do Brent para setembro encerrou em baixa de 0,85%, a US$ 84,23. Já o WTI para agosto recuou 0,82%, a US$ 78,95 o barril.
Na China, o contrato futuro do minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian encerrou estável mais cedo, a aproximadamente US$ 112,20 por tonelada.
Criptomoedas
Os principais criptoativos operaram em baixa ao longo desta quinta-feira, conforme as tensões entre os Estados Unidos e o Irã seguem diminuindo o apetite por risco nos mercados globais. Com isso, tanto Bitcoin quanto Ethereum devolveram parte dos ganhos mostrados após o alívio na inflação americana registrado em indicadores divulgados nos últimos dias.
Por volta das 16h (em Brasília), o Bitcoin recuava 1,20%, a US$ 64.197, enquanto o Ethereum caía 2,82%, a US$ 1.874, de acordo com a plataforma Coinbase.
(Colaboraram Letícia Araújo e Thais Porsch)

