Fechamento (14/09) | Bolsa estende perdas e fecha em queda de 0,91%, aos 185.500 pontos
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
14/09/2026 às 17:24
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 14/09/2026 -
Como foi o dia:
A semana começou com apetite a risco reduzido, tendo como um dos motivos principais os novos temores inflacionários diante da escalada nos preços do petróleo.
Isso porque a notícia de que o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita - rota alternativa para evitar o Estreito de Ormuz - pode ficar parcialmente fora de operação por três a cinco semanas ampliou as chances de que a oferta da commodity possa ser reduzida.
A cautela com ativos ligados ao setor de tecnologia e inteligência artificial (IA) e a espera das decisões sobre juros que sairão nos próximos dias também ficaram no foco. Na quarta-feira, serão divulgadas as taxas no Brasil e nos Estados Unidos.
Aqui, a estimativa é de nova redução em 0,25 pontos porcentual da taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Nos EUA, há chance de alta de 0,25 pp nos juros, elevando a faixa para 3,75% a 4,00%.
No radar no mercado doméstico ainda, é esperada para amanhã a sessão plenária extraordinária no Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se será aberta uma investigação oficial contra o ministro Alexandre de Moraes, diante das mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Nesse cenário de incertezas, o índice de referência da Bolsa estendeu perdas recentes e hoje caiu 0,91%, encerrando os negócios aos 185.500 pontos. No mesmo sentido, em Nova York, o Dow Jones perdeu 0,29%, o S&P 500 recuou 0,48% e o Nasdaq cedeu 0,56%.
No câmbio, o dólar avançou 0,44% ante o real, a R$ 5,1479, assim como fez na comparação com outras moedas emergentes, refletindo a busca do investidor por proteção
Altas e baixas
A Ambev (ABEV3) ganhou 1,60%, ajudada pelo relatório do Citi, segundo o qual os dados de agosto de inflação de cerveja no Brasil sugerem manutenção de um ambiente competitivo "racional", sem sinais de retomada de uma disputa agressiva de preços.
A CSN (CSNA3), por sua vez, teve mais um dia de queda: - 4,65%, após perder quase 7% na sexta-feira. Investidores seguem de olho no processo de venda da CSN Cimentos.
Conforme mostrou a Coluna do Broadcast , a Cementir e a Votorantim Cimentos continuam na disputa pelo ativo, mesmo após a expiração da oferta vinculante. A chinesa Huaxin também apresentou uma proposta, mas a Votorantim é vista com mais facilidade nas negociações.
Também entre as baixas, Petrobras descolou da alta do petróleo e marcou queda entre 0,16% (PETR4) e 0,48% (PETR3). Já Vale (VALE3) cedeu 3,48%, acompanhando a desvalorização do minério de ferro no exterior - perdeu 1,60%, em Dalian, e 0,80%, em Singapura.
Commodities
O petróleo fechou em alta, conforme o conflito no Oriente Médio se aprofunda, com os Houthis avançando nas proximidades do Estreito de Bab al-Mandeb e os ataques de drones ao oleoduto saudita Leste-Oeste ampliando preocupações de mais restrições na oferta.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a afirmar que o Irã quer fechar um acordo "com urgência", o que foi negado pelo país persa.
Trump ainda disse que outros países deverão reembolsar Washington pelos custos relacionados ao conflito no Oriente Médio, ao afirmar que a incursão americana no Golfo Pérsico agiu muito mais pelos interesses "dos outros do que por nós mesmos".
Na ICE, o barril do tipo Brent subiu 1,02%, a US$ 105,68, e, na Nymex, o do WTI avançou 1,34%, a US$ 101,39.
Criptomoedas
O Bitcoin e o Ethereum operaram em alta hoje, com avanço da regulação nos Estados Unidos sobre criptomoedas sob atenção.
Há expectativa de que o Senado vote amanhã etapa necessária para encerrar o debate inicial sobre a Clarity Act, o que permitirá que o projeto de regulamentação do setor avance no país.
No cenário, seguem ainda as perspectivas sobre a postura do Federal Reserve (Fed) em relação à política monetária americana. O mercado já vê como praticamente certo um aumento de juros, visando conter a inflação.
Segundo a Binance, perto das 16h (em Brasília), o BTC subia 2,23%, a US$ 79.045, e o ETH avançava 0,98%, a US$ 2.535.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Matheus Andrade)

