Fechamento (10/09) | Bolsa descola de Wall Street e sobe 1,42%, aos 188.268 pontos
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
10/09/2026 às 17:35
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 10/09/2026 -
Como foi o dia:
Descolado do sentido negativo das principais bolsas de Wall Street, que estenderam as baixas dos últimos dias diante de temores inflacionários pela alta do petróleo, bem como da possibilidade de ampliação dos juros americanos, o Ibovespa recuperou perdas recentes e operou no azul.
O suporte de petroleiras - repercutindo os ganhos da commodity - e de ações do setor bancário, entre outros ativos, levou o índice de referência da Bolsa brasileira a encerrar os negócios aos 188.268 pontos, com valorização de 1,42%.
Em Nova York, o Nasdaq perdeu 0,65%, o S&P 500 caiu 0,58% e o Dow Jones recuou 0,60%, repercutindo dados divulgados mais cedo que mostraram que a atividade econômica nos Estados Unidos segue mais forte que a esperada, o que elevou as chances de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed), na reunião da quarta que vem.
No câmbio, o dólar teve perda leve de 0,19% ante o real, valendo R$ 5,1027 ao final do pregão.
A ausência de novos catalisadores que indiquem a possibilidade de um fim próximo ao conflito do Oriente Médio seguiu sob atenção nesta quinta-feira, além do clima de cautela ante os desdobramentos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF).
Altas e baixas
A alta firme dos preços do petróleo deu novo impulso às ações do setor hoje, com Petrobras valorizando entre 1,45% (PETR4) e 1,77% (PETR3).
Ainda entre as blue chips, o setor financeiro acelerou os ganhos nesta sessão: Banco do Brasil (BBAS3) subiu 2,80% e Bradesco (BBDC4) ganhou 3,88%.
Já as ações da Vale (VALE3) cederam 1,10%, penalizadas pela baixa de 0,95% do minério de ferro, em Dalian, e de 1,27%, em Cingapura.
Commodities
O petróleo saltou mais de 6% nesta quinta-feira, com o Brent atingindo US$ 107 por barril, em meio aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
O movimento ocorreu à medida que os investidores se preparam para uma guerra prolongada entre Estados Unidos e Irã, além dos choques de oferta da commodity, enquanto os ataques continuam nos estreitos de Ormuz e Bab-al-Mandeb.
No mesmo sentido, o Wall Street Journal noticiou que o presidente dos EUA, Donald Trump, foi alertado por conselheiros de que a guerra contra o país persa poderia durar até 2029.
As informações contradizem as últimas declarações do republicano, de que o conflito poderia acabar logo após as eleições de meio de mandato do país, em novembro.
Na ICE, o barril do tipo Brent fechou em alta de 6,34%, a US$ 107,63, enquanto na Nymex, o do tipo WTI avançou 6,70%, a US$ 102,48.
Criptomoedas
O Bitcoin e o Ethereum marcaram baixa, repercutindo dados econômicos americanos divulgados mais cedo que indicaram uma economia mais forte, reforçando perspectivas para uma postura mais rígida por parte do Federal Reserve (Fed).
Segundo a Binance, perto das 16h (em Brasília), o BTC operava em queda de 1,57%, a US$ 77.160, e o ETH caía 0,56%, a US$ 2.465.
"Mesmo diante de vários choques negativos, o Bitcoin continua defendendo o suporte dos US$ 77 mil. Entre as pressões negativas estão o petróleo, dois dias consecutivos de saídas nos ETFs e a cautela diante dos dados de inflação dos EUA", analisou Pedro Fontes, da área de research do Mercado Bitcoin.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Matheus Andrade)

