Fechamento | Nova baixa: Ibovespa cai 1,73% e encerra a sessão aos 172.513 pontos
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
07/08/2026 às 17:29
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 07/08/2026 -
Como foi o dia:
A sessão desta sexta-feira foi marcada pela forte reação aos balanços corporativos do segundo trimestre, em especial o da Petrobras, que começou o dia em alta, mas perdeu força gradualmente.
Segundo agentes de mercado, o movimento se deu, entre outras motivos, após o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Fernando Melgarejo, afirmar que a probabilidade de pagamento de dividendos extras é muito pequena. Os papéis da estatal encerraram o dia com forte desvalorização entre 2,99% (PETR4) e 3,42% (PETR3).
Outro fator que teria pesado negativamente sobre os negócios seria o apetite renovado dos investidores por ações externas de tecnologia diante da perspectiva de juros mais baixos nos EUA logo após o relatório payroll, divulgado mais cedo, indicar que a economia americana fechou postos de trabalho em julho. A expectativa era de criação de vagas.
O resultado tornou majoritária a aposta de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manterá a taxa básica de juros inalterada na próxima reunião, em setembro, ante perspectiva de aceleração.
Nesse cenário, o Ibovespa fechou em queda pela quarta vez seguida, hoje de 1,73%, aos 172.513 pontos.
Já em Wall Street, na esteira do bom humor com ativos de tecnologia e inteligência artificial (IA), os principais índices subiram em bloco: o Nasdaq avançou 1,30%, o S&P 500 ganhou 0,62% e o Dow Jones teve alta de 0,28%.
No câmbio, o dólar voltou a recuar ante o real, valendo R$ 5,0836 ao final do pregão (-0,46%).
Altas e baixas
Entre os ativos que ficaram na ponta positiva do Ibovespa, os papéis do Fleury (FLRY3) subiram 9,73%. O movimento se deu após a empresa reportar lucro líquido de R$ 221,8 milhões no segundo trimestre, alta de 45,7% em um ano.
A companhia anunciou também R$ 217,8 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), a R$ 0,40 por ação.
Na outra ponta e pressionadas pelos resultados do período, as ações da Lojas Renner (LREN3) perderam 8,09%. A empresa teve lucro líquido de R$ 404,6 milhões, estável em relação a igual período do ano passado.
O Citi considerou os números abaixo do esperado, com destaque para as vendas nas lojas, que cresceram 0,5%, abaixo das concorrentes C&A e Riachuelo. A empresa atribuiu o resultado a um tráfego mais fraco de clientes ligado à Copa do Mundo.
No mesmo sentido, as ações da MRV (MRVE3) caíram 2,41%, após a empresa anunciar a venda de ativos da Resia por US$ 170 milhões, em mais um passo para acelerar a geração de caixa e reduzir o endividamento.
Commodities
Os preços do petróleo fecharam a sexta-feira em alta, após sessão volátil, mas caíram no acumulado da semana com investidores otimistas de que um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz seja firmado em breve.
Na Nymex, o barril do tipo WTI subiu 1,15%, a US$ 78,18, e, na ICE, o do Brent avançou 1,29%, a US$ 83,55. Na semana, entretanto, o WTI acumulou queda de 7,60% e o Brent caiu 4,98%.
Já as cotações do minério de ferro ficaram mistas, marcando avanço de 0,35% na bolsa chinesa de Dalian, a US$ 106,16 por tonelada, e perdendo 1% na de Cingapura. No mercado doméstico, as ações da Vale (VALE3) seguiram o sentido negativo, pressionando o desempenho do Ibovespa, e recuaram 0,56%.
Criptomoedas
Os criptoativos recuperaram parte das perdas recentes e nesta sessão marcaram leve valorização, acompanhando o desempenho positivo de Wall Street diante da possibilidade de continuidade dos juros americanos no patamar atual com o payroll mais fraco que o esperado.
De acordo com a plataforma Binance, perto das 16h (em Brasília), o Bitcoin subia 0,60%, a US$ 64.851, e, na mesma ponta, o Ethereum tinha alta de 0,26%, a US$ 1.913.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Matheus Andrade)

