Fechamento (05/06) | Ibovespa fecha em queda de 0,56%, aos 136.236 pontos; dólar cai para R$ 5,5845
Publicado por: Broadcast Exclusivo
8 minutos

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Atualizado em
05/06/2025 às 18:27
Por Patrícia Queiroz, Antonio Perez, Pedro Teixeira e Poliana Santos, do Broadcast
São Paulo, 05/06/2025 - O Ibovespa fechou em baixa de 0,56% nesta quinta-feira, aos 136.236 pontos, sem reação ao anúncio da S&P Global Ratings de manter o rating soberano do Brasil em BB, com perspectiva estável. O dólar também encerrou o dia em queda de 1,08%, cotado no mercado à vista a R$ 5,5845.
Já os papéis da Vale e da Petrobras seguiram direções distintas, com a primeira em alta de 0,27% (VALE3) e a segunda em baixa de 0,54% (PETR3). No caso da Vale, o papel subiu na expectativa de que a China lance medidas de estímulo à economia, diante dos indicadores recentes mostrando uma desaceleração da atividade do país.
Em Wall Street, os principais índices encerram o dia também em queda, com o Nasdaq recuando 0,83%, seguido do S&P 500, que caiu 0,53%, e pelo Dow Jones, em queda de 0,25%, com o mercado de olho na guerra tarifária e de investidores operando atentos ao relatório de empregos "payroll", que será divulgado amanhã, nos Estados Unidos.
Menos de uma semana após a Moody's revisar a perspectiva positiva para estável na nota Ba1 do País, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings informou mais cedo ter mantido o rating do Brasil em BB, com perspectiva estável. Isso indica que a agência não espera mudanças significativas nas notas de crédito domésticas num período de aproximadamente dois anos. Em dezembro de 2023, a S&P Global Ratings havia elevado a nota brasileira de BB- para BB.
A S&P Global avalia que, para o rating do Brasil aumentar, serão necessárias iniciativas políticas que elevem os superávits primários e reduzam a rigidez orçamentária. "Em nossa opinião, políticas voltadas à consolidação fiscal promoveriam um ambiente de taxas de juros mais baixas, contribuindo ainda mais para o crescimento econômico", pontua a S&P.
Por outro lado, a classificadora diz que a nota brasileira pode ser reduzida nos próximos dois anos se a implementação de políticas não conseguir conter a pressão sobre os gastos, levando a um aumento de dívida mais rápido do que o esperado. "Uma deterioração na sinalização de políticas também poderá afetar os fluxos líquidos de investimento estrangeiro direto e, assim, enfraquecer a posição externa do Brasil", alerta a agência.
O Banco do Brasil captou US$ 100 milhões em uma operação com prazo de dois anos para financiar a agricultura sustentável. O resultado da captação foi obtido em primeira mão pela Broadcast . A operação, chamada "Climate-Smart Agriculture", foi contratada junto ao banco francês Natixis Corporate & Investment Banking (Natixis CIB), que atuou como coordenador sustentável e contraparte.
Após um longo período de poucos investimentos fora do País, a Petrobras volta novamente seus olhos para o mercado internacional em busca de reservas. Ontem, anunciou mais um mercado para desbravar: Costa do Marfim, na costa oeste africana. Se sair vitoriosa da licitação, os ativos vão se somar a outras iniciativas no mesmo continente, como África do Sul, Angola, Namíbia e São Tomé e Príncipe, aponta reportagem especial do Broadcast .
Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira, com investidores reagindo positivamente a sinais de distensão nas relações comerciais entre Estados Unidos e China. O movimento ajudou a reduzir preocupações com o aumento previsto da oferta global, especialmente pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).
Na Nymex, o contrato do WTI para julho subiu 0,83% (US$ 63,37/barril). Já o Brent para agosto, negociado na ICE, avançou 0,74% (US$ 65,34/barril).
A notícia de um diálogo "excelente", segundo Trump, entre os líderes dos EUA e da China elevou o otimismo sobre a retomada das negociações comerciais, ampliando a expectativa de melhora das perspectivas econômicas e da demanda por petróleo, segundo analistas.
Fatores geopolíticos também ajudaram a sustentar os preços, como os incêndios florestais no Canadá, que ameaçam a produção local, e a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia.
O Bitcoin se desvalorizou nesta quinta-feira, apesar de algumas notícias positivas para o setor, como a abertura de capital da emissora de stablecoin Circle, o lançamento de um fundo de índice de Bitcoin pela empresa de Donald Trump e os preparativos do JPMorgan para aceitar ativos vinculados aos criptos como garantia.
Segundo uma reportagem da Bloomberg, o JPMorgan pretende permitir que clientes das áreas de trading e gestão de patrimônio utilizem certos ativos vinculados aos criptos como garantia para empréstimos. A iniciativa representa mais um movimento dos grandes bancos americanos em direção a esse mercado, após o início da remoção de barreiras regulatórias sobre o setor.
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