Fechamento (04/11) | Bolsa recupera perdas recentes e fecha em alta de 1,23%, aos 167.563 pontos
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
04/11/2026 às 18:32
Por Gabriela Pessanha, da Broadcast
São Paulo, 04/11/2026
Como foi o dia:
O bom humor global após as eleições legislativas nos Estados Unidos na véspera indicarem vitória expressiva dos democratas e o consequente enfraquecimento político do presidente Donald Trump repercutiu também nos negócios locais e ajudou o Ibovespa a recuperar parte das perdas recentes.
Com isso, após uma sequência de seis sessões no vermelho, o índice de referência da B3 fechou em alta de 1,23%, aos 167.563 pontos, puxado, entre outros, por ativos ligados ao segmento financeiro diante da boa avaliação dos números do terceiro trimestre do Itaú Unibanco (ITUB4), divulgados ontem.
No radar por aqui também, além dos demais balanços corporativos, a decisão sobre a taxa básica de juros a ser divulgada daqui a pouco pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Atualmente em 13,75% ao ano, a expectativa do mercado é a de que a Selic seja mantida hoje.
Na mesma direção, as principais bolsas de Nova York operaram e encerraram no azul, com a ajuda de resultados financeiros bem recebidos pelo mercado, como o da AMD. Entre elas, o Dow Jones subiu 3,03%, o S&P 500 avançou 1,58% e o Nasdaq valorizou 1,44%.
Já no mercado de câmbio, o dólar marcou baixa de 0,65% ante o real, valendo R$ 5,4518 ao final do dia e seguindo o sentido da moeda no exterior.
Altas e baixas
O mercado recebeu bem o balanço do Itaú Unibanco (ITUB4) referente ao terceiro trimestre, o que ajudou as suas ações a fecharem em alta de 3,17% e deu fôlego às demais do segmento: Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 1,85%, Santander (SANB11) subiu 5,43% e Bradesco (BBDC4) valorizou 3,69%.
Os resultados trimestrais mostraram que o banco aumentou o lucro, teve rentabilidade elevada, expansão na margem financeira e avanço na carteira de crédito.
Por outro lado, os resultados da BB Seguridade (BBSE3) decepcionaram com a redução do guidance e as ações caíram 7,45%.
Na mesma ponta, a Petrobras chamou atenção pelo tombo - as ações perderam entre 7,08% (PETR4) e 7,64% (PETR3). Os papéis foram pressionados pelo desempenho negativo da commodity de referência, com o barril do petróleo tipo Brent cotado abaixo de R$ 100 nesta sessão.
A queda do óleo também prejudicou ações de outras empresas ligadas ao setor e colocou a Brava (BRAV3) e a Prio (PRIO3) como as maiores perdas da sessão no índice de referência, com queda de 9,19% e 8,73%, respectivamente.
Commodities
A percepção de que a vitória do partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos pode diminuir as chances de uma nova escalada no conflito no Oriente Médio foi um dos principais fatores que influenciou na baixa forte do petróleo hoje.
Para o Swissquote Bank, o novo Congresso americano pode aumentar a fiscalização sobre a atuação do governo Trump na guerra contra o Irã, com a possibilidade dos novos representantes passarem a contestar os gastos militares e pressionar por uma saída diplomática a partir de janeiro, quando assumem os postos.
"Se, além disso, o resultado for seguido por negociações críveis e perspectivas de navegação mais segura pelo Estreito de Ormuz, os preços do petróleo poderiam cair de forma sustentável", afirmam.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país persa, Esmaeil Baghaei, afirmou que os resultados são uma "mensagem clara" e que se os EUA a ignorarem, as consequências "se estenderão muito além do que você já testemunhou".
Em paralelo, a Rússia afirmou que espera que os americanos continuem trabalhando para uma resolução no conflito com a Ucrânia e o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) divulgou uma queda acima do esperado nos estoques de petróleo.
Na ICE, o Brent fechou em queda de 8,66%, a US$ 94,62 o barril após cair 10% na sessão. Já o tipo WTI recuou 8,29%, a US$ 88,12 o barril, na Nymex.
Na Ásia, o minério de ferro subiu 1,10%, em Singapura e 1,56%, em Dalian, o que deu suporte para a valorização firme da Vale (VALE3), que ganhou 3,49%.
Criptomoedas
Impulsionado pela melhora no apetite a risco no mercado de ações e pela queda do dólar em meio à vitória democrata nas midterms, o Bitcoin subiu e voltou à casa dos US$ 80 mil após encerrar abaixo deste piso na véspera.
Segundo a Bitget Wallet, a recuperação observada ao longo do dia aconteceu à medida em que a indefinição eleitoral se dissipava nos EUA. Já de acordo com o FxPro, a movimentação indica que "os mercados não temem particularmente os democratas, apenas a incerteza".
Dentro do contexto político, a maioria democrata no Congresso pode impactar a regulamentação das criptomoedas, de acordo com o Capital.com, que não vê projetos "pró-cripto sendo aprovados".
Por volta das 17h, o BTC avançava 3,30%, a US$ 80.006, enquanto o Ethereum saltava 5,45%, a US$ 2.407, de acordo com a plataforma Coinbase.
(Colaborou Letícia Araújo)

