Fechamento (04/09) | Bolsa fecha perto da estabilidade e em nova baixa; dólar vai a R$ 5,1308
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
04/09/2026 às 17:39
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 04/09/2026 -
Como foi o dia:
A criação de empregos nos Estados Unidos em agosto acima do esperado - foram 162 mil novos postos de trabalho ante projeção de 55 mil vagas - reforçou junto aos investidores a leitura de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode elevar os juros do país já este mês.
Tal estimativa teve efeito negativo sobre as principais bolsas de Nova York, que devolveram ganhos recentes e recuaram em bloco: o Nasdaq perdeu 0,29%, o S&P 500 caiu 0,38% e o Dow Jones cedeu 0,51%.
No câmbio, a perspectiva de juros mais altos nos EUA deu algum força ao dólar no mercado externo, o que foi replicado aqui. A moeda encerrou a sessão valendo R$ 5,1308, com valorização de 0,52% ante o real.
Já no mercado doméstico, o Ibovespa, que abriu o pregão em baixa, mudou de direção e passou a subir ao longo do dia, ainda que em ritmo lento e com investidores realizando lucros recentes.
Perto do fechamento, voltou ao vermelho e assim seguiu, encerrando os negócios aos 185.147 pontos, em queda marginal de 0,02%.
O tema guerra no Oriente Médio seguiu sob atenção, após novas trocas de ameaças de ataques entre lideranças dos Estados Unidos e o Irã.
Vale lembrar que os mercados brasileiro e americano não operam na próxima segunda-feira, dia 07, por conta dos feriados da Independência e do Dia do Trabalho, respectivamente.
Altas e baixas
Na ponta de altas, Vale (VALE3) subiu 0,22%, em linha com o avanço do minério de ferro no exterior. O mercado também acompanhou a notícia de que a Samarco, a joint venture em partes iguais da mineradora e da BHP, foi condenada pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015. As absolvições da Vale e da BHP Billiton foram mantidas.
No sentido oposto, Petrobras perdeu entre 0,95% (PETR4) e 1,08% (PETR3), a despeito dos ganhos do petróleo e pressionando o desempenho do Ibovespa. No mesmo setor, Brava (BRAV3) cedeu 4,18%, após divulgar seus dados operacionais de agosto, com queda de 1,2% em relação a julho.
Commodities
Os contratos do petróleo fecharam em alta hoje, com os investidores monitorando os desdobramentos no Oriente Médio depois que as trocas de ataques no Golfo Pérsico voltaram ao radar.
O barril do tipo WTI avançou 0,20%, a US$ 91,48, na Nymex, enquanto o do Brent, na ICE, subiu 0,80%, a US$ 96,28. Na semana, o WTI e o Brent saltaram 9,70% e 9,30%, respectivamente, no maior ganho semanal desde meados de julho.
Segundo os analistas do ANZ, o mercado de energia está entrando em uma fase delicada de adaptação, pois os estoques elevados ajudaram a absorver a crise inicial de oferta, mas o desafio agora é manter o mercado equilibrado à medida que essas reservas vão diminuindo.
Criptomoedas
O Bitcoin operou em baixa hoje, retomando o nível abaixo dos US$ 80 mil após ter tocado sua máxima em três meses. O ativo foi pressionado por uma aversão a risco generalizada após a publicação do payroll americano de agosto, que mostrou um mercado de trabalho mais forte que o esperado e gerou expectativa de uma alta de juros pelo Fed.
O BTC vem apresentando um comportamento semelhante ao do ouro, atuando como um "ativo de refúgio", embora sinais macroeconômicos estejam limitando o interesse dos investidores nessa função, avaliou James Butterfill, da CoinShares.
Segundo a Binance, perto das 16h (em Brasília), o BTC cedia 1,75%, a US$ 79.619, enquanto, na outra ponta, o Ethereum subia 1,40%, a US$ 2.451.
(Colaboraram Matheus Andrade e Thais Porsch)

