Fechamento (03/09) | Bolsa dá fim à sequência de altas e fecha em queda marginal de 0,01%
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
03/09/2026 às 17:39

Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 03/09/2026 -
Como foi o dia:
Nesta quinta-feira, o fluxo de capital externo em direção à Bolsa brasileira trouxe novo fôlego aos negócios, mantendo o Ibovespa em alta moderada ao longo de praticamente toda a sessão.
Entretanto, o sinal virou no meio da tarde, com ajustes de posições e realização de lucros, pressionando, em especial, blue chips.
Com isso, ao final dos negócios, o índice de referência da B3 fechou o pregão perto da estabilidade, mas no vermelho - depois de uma sequência de 11 dias em alta -, com baixa marginal de 0,01% e aos 185.188 pontos.
No exterior, o movimento foi o oposto, com os principais índices de Wall Street estendendo ganhos recentes e fechando em forte alta, um dia antes da divulgação dos dados de emprego dos EUA dentro do relatório payroll.
Por lá, houve impulso adicional das falas de mais cedo do diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Christopher Waller, que reduzirem a percepção de urgência de nova alta de juros do país. Ao final da sessão, o Nasdaq ganhou 1,40%, o S&P 500 avançou 1,06% e o Dow Jones subiu 1,18%.
No câmbio, o dólar ficou no vermelho ante o real, valendo R$ 5,1045 e com queda marginal de 0,08%, mesmo movimento apurado pela moeda ante pares emergentes no exterior.
Altas e baixas
Na ponta de altas da sessão, os papéis da CSN (CSNA3) avançaram 6,69%. No radar, a saída do CEO da empresa, Benjamin Steinbruch, depois de 33 anos na função.
O executivo seguirá na presidência do conselho de administração da empresa, que busca reduzir sua dívida de R$ 42 bilhões e reorganizar sua estrutura de capital. Quem assumiu o cargo, a partir de hoje, foi Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale (VALE3).
A mineradora ficou, por outro lado, entre as baixas do dia, com recuo de 2,91%, a despeito dos ganhos firmes do minério de ferro no exterior. Na visão do analista da AGF, Pedro Galdi, tratou-se de um movimento pontual de realização de lucros, uma vez que a ação teve alta significativa nos últimos dias. Somente ontem, subiu 3%. No acumulado dos últimos 30 dias, os ganhos são de 8%.
Petrobras também ficou entre as quedas da sessão, com desvalorização entre 1,33% (PETR4) e 1,79% (PETR3). Vale lembrar que, ontem, a estatal subiu mais de 2%, aproximando seu valor de mercado do pico histórico, para R$ 660,9 bilhões
Commodities
O petróleo fechou sem direção única, em meio a uma série de relatos de que a Síria poderia se apresentar como rota alternativa ao Estreito de Ormuz e ao mesmo tempo em que surgem informações de divergências entre Irã e Omã sobre a navegação na região e as trocas de ataques no Golfo Pérsico continuam.
Em paralelo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse mais cedo que o governo americano não irá dialogar com o Irã até que o país pare de atacar embarcações que passam por Ormuz.
O país persa voltou a atacar hoje bases americanas em países vizinhos, com bombardeios de mísseis e drones em instalações dos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait.
Na Nymex, o barril do WTI fechou em alta de 0,32%, a US$ 91,30, e, na ICE, o do Brent caiu 0,12%, a US$ 95,52.
Criptomoedas
O Bitcoin operou em alta hoje, superando os US$ 81 mil, em um movimento impulsionado pelas declarações do dirigente do Fed, Christopher Waller, que sugeriu que a autoridade monetária poderá não elevar juros na próxima reunião.
Segundo a Binance, perto das 16h (em Brasília), o BTC valorizava 5,06%, a US$ 81.286, e, na mesma ponta, o Ethereum subia 5,26%, a US$ 2.521.
(Colaboraram Darlan de Azevedo e Matheus Andrade)

