Fechamento (03/06) | Ibovespa avança aos 137.546 pontos, com mercado de olho no IOF; dólar cai para R$ 5,6358
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos

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Atualizado em
03/06/2025 às 17:28
Por Patrícia Queiroz, Pedro Teixeira e Poliana Santos, do Broadcast
São Paulo, 03/06/2025 - Depois de uma sequência de renovação de máximas ao longo de toda sessão, o Ibovespa manteve sinal positivo e encerrou o pregão desta terça-feira em alta de 0,56%, aos 137.546 pontos, com o mercado atento às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre as medidas que alteram o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). No movimento oposto, o dólar no mercado à vista fechou o dia em queda de 0,70%, cotado a R$ 5,6358.
O desempenho do Ibovespa não foi melhor porque as principais ações que compõem índice (Vale e Petrobras) recuaram após terem a perspectiva de seus ratings revisada de positiva para estável pela agência Moody's, seguindo a mesma alteração na nota soberana do Brasil. Os papéis da Vale (VALE3) caíram 0,17% e os da Petrobras (PETR4) recuaram 0,10%.
De acordo com analistas, pesa também sobre o desempenho das ações da Petrobras o "pacotão do petróleo" que o governo estuda, visando potencial arrecadatório de R$ 40 bilhões entre 2025 e 2026, que trariam insegurança jurídica ao setor em geral.
Já no caso da Vale, o agravante é o preço do minério de ferro, que fechou em queda de 1,14%, a US$ 96,59 a tonelada no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange.
As bolsas de Nova York retomaram o fôlego no início da tarde desta terça-feira, impulsionadas principalmente por empresas dos setores de tecnologia e energia, apesar da persistência das preocupações tarifárias, e os principais índices fecharam o dia em alta. O Nasdaq avançou 0,81%, seguido pelo S&P 500, que subiu 0,58%, e pelo Dow Jones que registrou alta de 0,51%.
Nas trocas de farpas entre as duas maiores economias do mundo, a China reiterou a posição do país quanto a "acusações falsas" dos Estados Unidos sobre violação da trégua alcançada em Genebra. Já o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Pequim tem a "escolha" de ser ou não um parceiro confiável.
Mais cedo, o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, indicou que haverá no domingo uma nova rodada de reuniões com líderes parlamentares, o que esvaziou a expectativa de que a proposta para desbloquear o impasse sobre o IOF pudesse ser apresentada pela equipe econômica até a próxima sexta-feira.
"Enquanto isso, vamos trabalhar na Fazenda, na apresentação formal das medidas, com análise de impacto, gráficos, tudo que for necessário para que haja uma compreensão bastante precisa do que estamos dizendo", disse o ministro.
Os contratos futuros de petróleo subiram cerca de 1,5% nesta terça-feira, com os investidores reagindo à nova escalada na guerra entre Rússia e Ucrânia, fator que reacendeu temores sobre o fornecimento global de energia. É a segunda sessão consecutiva de alta para a commodity.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho avançou 1,42%, encerrando a sessão cotado a US$ 63,41 por barril. Já o Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 1,55%, a US$ 65,63 por barril.
Na segunda-feira, os preços já haviam subido após a Ucrânia lançar ataques com drones contra bases aéreas militares dentro do território russo, danificando parte da frota de bombardeiros de Moscou. A guerra, que já se estende por 40 meses, dá poucos sinais de trégua, com a Rússia intensificando os ataques com mísseis e drones nas últimas semanas.
O Bitcoin se valorizou nesta terça-feira, embora tenha desacelerado o ímpeto nas últimas horas, após ter atingido a máxima de cinco dias, aos US$ 106.547. Segundo analistas, a deterioração do sentimento de mercado, que é impulsionada pelas tensões comerciais, tem aumentado a cautela dos investidores e pode intensificar a pressão vendedora sobre os criptoativos.
Apesar da alta, a força vendedora permanece predominante no curto prazo, sugerindo que o preço do Bitcoin poderá dar continuidade ao movimento corretivo de baixa em busca dos suportes que estão nas regiões de liquidez dos US$ 102.080 e US$ 94.700, diz Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio.
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