Magazine Luiza (MGLU) 3T25: negativo; receita abaixo do esperado, mas com estabilidade de margens
BB analisa resultado do 3T25 como negativo.
Publicado por: Análise BB

BB analisa resultado do 3T25 como negativo.
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
07/11/2025 às 13:45
O Magazine Luiza reportou resultados negativos no 3T25, em nossa opinião. A companhia apresentou um crescimento de receita abaixo da inflação, mas com margens, tanto bruta como EBITDA, estáveis em relação ao mesmo período do ano anterior.

As ações MGLU3 apresentam aumento de 26,6% desde o início do ano (até ontem, 6), como reflexo, em nossa opinião, do fechamento da curva de juros no período e da expectativa de sustentação do consumo – mesmo com as taxas de juros em patamares elevados –, devido à taxa de desocupação baixa e ao crescimento da massa de renda real das famílias. Entretanto, por mais um trimestre, a companhia apresentou um resultado aquém do esperado, com queda das vendas totais, número especialmente impactado pela redução de mais de 11% nas vendas do 3P (marketplace). Com exceção das lojas físicas, que seguem resilientes, todas as outras categorias apresentaram receita inferior ao mesmo período do ano anterior.
O lado positivo ficou por conta da estabilidade nas margens, do controle da inadimplência e dos resultados das companhias controladas – como a Magalupay, a Magalog, Magalu Cloud e a Magalu Ads – que continuaram apresentando avanço. Entendemos que a companhia está em um momento mais desafiador, com números mais fracos que o mercado esperava e sendo fortemente impactada por um cenário macro mais restritivo ao consumo, o que deve afetar as vendas da Black Friday e do Natal. Nesse contexto, optamos por manter nossa recomendação Neutra e o preço-alvo em R$ 9,80 para o final de 2026.

As vendas totais atingiram R$ 15,1 bilhões no 3T25, 2,6% inferior na comparação anual e abaixo das nossas expectativas (-3,2% r/e). Enquanto as vendas das lojas físicas fecharam o trimestre com uma alta de 5,2% (+2,3% r/e) e as vendas do 1P (on-line com estoque próprio) registraram queda de 1,7% a/a (-3,2% r/e), as vendas do canal 3P (marketplace) caíram 11,7% a/a (-9,1% r/e).
Vale mencionar que o crescimento das vendas mesmas lojas nas estruturas físicas da companhia ficou em 5,2%. Com isso, a receita líquida consolidada somou R$ 9,0 bilhões, 0,3% superior ao mesmo período do ano passado (-2,2% r/e).

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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