Lojas Renner (LREN3): Revisão de Preço pós incorporação do 1S23
BB revisa preço-alvo de Lojas Renner para R$ 16,80
Publicado por: Análise BB
6 minutos

BB revisa preço-alvo de Lojas Renner para R$ 16,80
Publicado por: Análise BB
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Atualizado em
22/01/2024 às 14:36
Revisamos as premissas adotadas em nosso modelo financeiros e atualizamos estimativas macroeconômicas para apresentar, neste relatório, o novo preço-alvo de LREN3 para o final de 2024e em R$ 16,80 (antes R$ 26,00), com manutenção da recomendação em Neutra.

Os papéis LREN3 acumulam queda de cerca de 30% desde o início do ano, pressionados pelo fraco desempenho operacional no 1S23 combinado a um ambiente concorrencial mais acirrado.
Contemplamos em nosso valuation uma gradual melhoria das vendas ao longo dos próximos trimestres, acompanhando o ciclo de afrouxamento monetário e uma melhora da inadimplência da pessoa física. Além disso, também contemplamos crescimento de margens em decorrência das economias provenientes do novo CD em Cabreúva. Contudo, entendemos que o cenário competitivo, em especial com plataformas asiáticas, e a entrada em vigor do Remessa Conforme - programa do governo federal que zerou a alíquota de importação de bens adquiridos por meio de empresa de comércio eletrônico que participe do programa de conformidade da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil – agrega maior risco de execução às varejistas de vestuário brasileiras, inclusive a Lojas Renner.
Nesse sentido, apesar do potencial de valorização entre o preço corrente e nosso novo preço-alvo, optamos por manter a recomendação em Neutra, diante de uma equação risco x retorno desequilibrada no momento.

Em nosso último relatório de revisão de preço, destacamos algumas das prioridades estratégicas da Lojas Renner para acelerar o crescimento e criar valor. Dentre as prioridades elencadas, pontuamos avanços relacionados à aceleração do canal digital e da omnicanalidade, bem como na criação de conteúdo e aumento do engajamento. Em relação à omnicanalidade, merece destaque a escalada das operações de vestuário no centro de distribuição de Cabreúva, já tendo alcançado 50% do volume transacionado pelas lojas físicas, com o ramp up vindo em linha com o planejado. Já em relação ao digital, vale mencionar o ganho de eficiência nesse canal com redução de 4,1 p.p. a/a nas despesas sobre vendas digitais, com destaque para redução do CAC (custo de aquisição do cliente), diante da elevação da participação do tráfego não pago para site/app em mais de 20%, assim como as visitas via redes sociais, que aumentaram quase 60% a/a.
Outra prioridade estratégica que mostrou avançou no 2T23 foi a de oferta de soluções financeiras, com foco em reduzir a dependência da receita proveniente de crédito e elevar a receita advinda de serviços. Nesse ponto, destacamos que a receita de serviços financeiros cresceu 28% a/a e representou mais de 27% da receita da financeira no 2T23.
Combinado ao avanço do plano estratégico, a Lojas Renner também realizou ajustes estruturais importantes após a divulgação de resultados fracos no 1T23, com o intuito de navegar em um ambiente macroeconômico difícil, com grande massa dos consumidores ainda endividados e mais seletivos. Nesse contexto, a companhia fez um esforço de readequação de despesas, trazendo uma estrutura mais leve para o 2S23, que já surtiu efeitos no mês de junho, com ganho de alavancagem operacional no período.
Vale pontuar que, além dos frutos provenientes dessa adequação de estrutura, a companhia ainda colherá frutos relacionados à captura dos benefícios operacionais do novo CD, que ainda possui estruturas duplicadas nessa fase de ramp up. Além de não haver mais a redundância de estruturas em 2024, a operação 100% em SKU adotada no novo CD permitirá à companhia trabalhar com estoque mais reduzido, gerando menor remarcação de produtos, ganho de giro, de margem e de sortimento.
Outras adequações realizadas visaram à melhor execução na precificação da coleção e maior oferta de produtos de faixa de entrada, bem como revisão de preços de itens relevantes da estação. Com isso, a companhia espera trazer maior competitividade às novas coleções que, combinado com o estoque equilibrado, permitiria uma melhor dinâmica de margem bruta.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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