IPOs de trilhões: gigantes de IA e tecnologia se preparam para abrir capital em NY
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
26/05/2026 às 15:08
Por Gustavo Boldrini, Darlan de Azevedo e Aramis Merki II, da Broadcast
São Paulo, 26/05/2026 - O mercado de ações de Nova York se prepara para receber três gigantes de tecnologia nas próximas semanas, em ofertas públicas iniciais (IPOs) que podem chegar à casa dos trilhões de dólares: SpaceX, OpenAI e Anthropic.
Tanto a empresa de satélites do bilionário Elon Musk como as duas referências da inteligência artificial generativa devem chegar a Wall Street turbinadas pela euforia com a IA, fazendo com que 2026 fique marcado como o ano dos grandes IPOs puxados pela tecnologia.
Quando serão os IPOs de SpaceX, OpenAI e Anthropic?
A SpaceX deve ser a primeira das três a abrir capital. A companhia de Elon Musk busca captar até US$ 80 bilhões com a oferta, valor maior que a soma de todos os IPOs realizados nos EUA em 2025. A possível maior oferta pública inicial da história deve ocorrer já em junho, e economistas especulam que a companhia possa ser avaliada em US$ 2 trilhões.
A OpenAI, dona do ChatGPT, deve protocolar seu pedido nos próximos dias ou semanas, de acordo com expectativas de analistas. A Anthropic, por sua vez, ainda não confirmou publicamente a intenção de abrir capital, mas reportagem recente do Financial Times mostra que a empresa contratou o escritório de advocacia Wilson Sonsini em dezembro de 2025 e manteve conversas preliminares com bancos de investimento para estruturar uma possível listagem.
As duas empresas, famosas, respectivamente, pelas plataformas ChatGPT e Claude, podem levantar cerca de US$ 60 bilhões cada com as ofertas públicas iniciais.
Para se ter uma ideia do tamanho estimado das três ofertas, até o momento, a maior abertura de capital já realizada nos Estados Unidos foram os cerca de US$ 22 bilhões levantados pela gigante chinesa Alibaba, em 2014.
Risco de bolha?
A euforia com as ações ligadas à IA nas bolsas de Nova York segue como um sinal de cautela por parte de alguns analistas, que observam a possibilidade da formação de uma "bolha" nos preços dos ativos: ações com preços altíssimos que não se traduzem em lucros reais. Isso pode gerar impactos negativos em todo o mercado, caso investidores decidam se desfazer das suas posições de forma abrupta.
Números da SpaceX ilustram bem esse risco. Os possíveis US$ 2 trilhões em valor de mercado estimados por economistas representariam mais de 100 vezes a receita de US$ 18 bilhões obtida pela companhia no ano passado, o que acende sinal de alerta para alguns operadores em Wall Street.
A título de comparação, a Nvidia é negociada atualmente a cerca de 23 vezes acima da sua receita, segundo o site MarketWatch , enquanto a SpaceX chegaria ao mercado com um múltiplo superior e ainda sem registrar lucro. Segundo o último balanço, referente ao primeiro trimestre do ano, a empresa de Elon Musk teve prejuízo líquido de US$ 4,3 bilhões.
Nesse sentido, o investidor pessoa física que possui ações ou recibos (BDRs) de empresas americanas pode ser prejudicado por uma queda geral do mercado, se houver o "estouro" da bolha.
Como investir em ações ligadas à IA?
Enquanto os IPOs das três gigantes não saem do papel, o investidor brasileiro possui opções para alocar recursos diretamente na Bolsa, em reais, nos BDRs de companhias que atuam no universo da IA. Entre elas, estão a gigante Nvidia (NVDC34), Alphabet (GOGOL34), Amazon (AMZO34), Microsoft (MSFT34), Meta (M1TA34), TSMC (TSMC34), Broadcom (AVGO34), Dell (DELL34) e Intel (ITLC34).
Também existe a possibilidade de investir direto em um fundo do tipo ETF, que busca refletir o comportamento de empresas do setor. É o caso do BOTZ39 e do BAIQ39, que replicam carteiras de ativos expostos a robótica e IA, e do CHIP11, que reflete uma carteira de empresas do setor de chips e semicondutores.

