Investimentos pessoa física crescem 6,4% no 1º sem: títulos públicos em destaque
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
03/09/2026 às 11:08
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
São Paulo, 03/09/2026 - O saldo de investimentos das pessoas físicas no Brasil cresceu 6,4% no primeiro semestre deste ano em relação ao semestre anterior, atingindo R$ 9,141 trilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Os investimentos no varejo tradicional atingiram R$ 2,774 trilhões, alta de 6,1%. Na alta renda o crescimento foi mais intenso, de 7,8%, e no private foi de 5,2%, informou a Anbima.
Renda fixa puxa crescimento
A renda fixa segue sendo a queridinha do mercado brasileiro. Segundo a Anbima, a classe foi responsável por 65% do crescimento absoluto do saldo total de investimentos das pessoas físicas entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro de 2026.
Dentro dessa classe, os títulos públicos se destacaram, refletindo o apetite crescente do investidor pelo Tesouro Direto. Segundo a entidade, o saldo investido nos títulos emitidos pelo Tesouro saltou 32,9% no período, a R$ 349,8 bilhões. No segmento private, que engloba investidores com mais de R$ 5 milhões na carteira, o crescimento foi de 56%.
"A gente observa uma taxa de juros mais alta como motivo para esse apetite maior pelos títulos públicos", avalia Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, em coletiva de imprensa.
ETFs mantém impulso
Os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) continuam em franco crescimento no Brasil, segundo os números da Anbima. Foi a classe que mais cresceu no primeiro semestre deste ano entre fundos, saltando 38,8%, a R$ 25,4 bilhões.
Perspectivas para o futuro
Luciane Effting destacou que, neste segundo semestre, a Anbima deve focar em alguns avanços regulatórios, como a atualização das regras de suitability e qualificação do investidor, além de contribuir com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para a nova regulação do órgão sobre a atuação dos influenciadores financeiros.

