Geração Z e classes A/B são as que mais utilizam IA para investir, mostra Anbima
Publicado por: Broadcast Exclusivo
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Atualizado em
17/04/2026 às 13:49
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
Um em cada dez brasileiros já utiliza ferramentas de inteligência artificial (IA) para se informar sobre investimentos e tomar decisões financeiras, com destaque para os mais jovens e os mais ricos, segundo dados da pesquisa Raio-X do Investidor, realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em parceria com o Datafolha.
O levantamento mostra que 9% daqueles que investem no Brasil se informam sobre o tema por meio de ferramentas de IA. Dentro desse universo, 49% fazem parte da Geração Z (de 16 a 29 anos) e 36% estão entre os Millenials (de 30 a 44 anos).
Numa ótica de renda, cerca de 58% daqueles que utilizam a IA para investir fazem parte das classes A e B, e a ampla maioria (77%) está inserida no grupo chamado pela Anbima de "Perfil Diversifica", que engloba aqueles que não se apoiam apenas na poupança, mas possuem um perfil de maior diversificação de ativos.
O YouTube é disparada fonte mais acessada pelos investidores para obter informações, mencionado por 35% dos entrevistados. Em seguida vêm o Instagram, com 27%, a televisão, com 21%, e mecanismos de busca na internet, com 20%.
Usar IA para investir é saudável?
A IA pode ser uma aliada do investidor na hora de tomar decisões, mas tudo vai depender do repertório da pessoa que está interagindo com a plataforma, na avaliação de Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima.
"A IA tem um potencial grande no mundo dos investimentos, mas precisamos entender melhor sua aplicação. A sua interação com ela depende muito do seu repertório para conversar e interagir", avalia o executivo, ressaltando a importância da educação financeira para a tomada de decisões e até mesmo para utilizar bem a ferramenta.
Segundo Billi, a "próxima fronteira" que a Anbima e outros órgãos reguladores deverão atuar é o uso da IA para decisões financeiras, uma vez que ela hoje ainda está concentrada entre os mais jovens, os mais ricos e aqueles que têm uma carteira mais sofisticada (Perfil Diversifica).
"Quando [esse uso] ficar mais massificado, o uso saudável da IA para decisões financeiras é a próxima fronteira para a qual vamos ter que olhar", afirma o executivo.

