Estrela da vez, renda fixa puxa captação de fundos em agosto, mostra Anbima
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
08/09/2026 às 15:17
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
São Paulo, 08/09/2026 - A indústria de brasileira de fundos voltou a registrar captação líquida positiva em agosto deste ano, após o saldo negativo visto em julho. Segundo dados revelados nesta terça-feira pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos registraram entradas líquidas de R$ 33,9 bilhões no mês.
A renda fixa foi a principal responsável, com saldo positivo de R$ 47,2 bilhões aportados em fundos da classe. O destaque foram os fundos do tipo duração livre crédito livre, responsáveis por ingressos líquidos de R$ 14,9 bilhões no mês. Esses veículos investem mais de 20% da sua carteira em títulos de médio e alto risco de crédito no Brasil ou exterior.
"A renda fixa segue como principal vetor de captação da indústria, refletindo a busca dos investidores por previsibilidade diante do ambiente de juros ainda elevado e da proximidade das eleições, o que tende a ampliar a volatilidade dos mercados", avalia Pedro Rudge, diretor da Anbima.
Neste ano, a indústria de fundos do Brasil acumula captação líquida positiva de R$ 261 bilhões, segundo os dados da Anbima.
Outras classes
Contribuíram ainda para o resultado positivo em agosto os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês), com captação líquida de R$ 778,5 milhões; os Fundos de Investimento em Participações (FIPs), com R$ 699,8 milhões positivos; e os fundos cambiais, com R$ 419,1 milhões.
Já os fundos multimercados lideraram os resgates da indústria em agosto, com saída líquida de R$ 8,7 bilhões. No ano, as retiradas dessa classe somam R$ 15,7 bilhões até agosto.
Os fundos de ações também tiveram captação negativa no mês passado, de R$ 512,4 milhões, chegando a uma saída acumulada de R$ 8,1 bilhões no ano.
Segundo os dados da Anbima, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) tiveram saídas de R$ 3,2 bilhões; os fundos de previdência registraram retiradas de R$ 2,6 bilhões, e os Fiagros (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) tiveram perdas de 54,4 milhões.

