Efeito Ormuz: ações de petróleo e combustíveis lideram giro da B3 no ano
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos

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Atualizado em
05/06/2026 às 09:52
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
São Paulo, 05/06/2026 - Petróleo e combustíveis são o tema da vez no noticiário econômico global, e isso se reflete na Bolsa brasileira. Segundo dados da plataforma Datawise+, solução da B3, ações ligadas a esses setores são as que mais se movimentaram no mercado acionário neste ano, em meio à volatilidade causada pelo conflito de Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado em 28 de fevereiro.
Ao todo, segundo a Datawise+, o giro financeiro de um grupo de 12 ações de empresas de petróleo, gás natural e combustíveis atingiu R$ 356,9 bilhões. Somente o mês de março, o primeiro da guerra no Irã que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz e à disparada dos preços do óleo no mercado internacional, o setor teve um giro de R$ 133,1 bilhões, o dobro do registrado em fevereiro.
A pesquisa considera o volume negociado por meio da ponta compradora para as ações preferenciais, ordinárias e units dessas empresas: Petrobras, Prio, Vibra Energia, Brava Energia, Ultrapar, PetroReconcavo, Raízen, Oceanpact, Azevedo & Travassos, Lupatech, Refinaria Manguinhos e OSX.
A Petrobras, que está entre as mais importantes empresas do Ibovespa em termos de peso relativo, concentrou boa parte desse movimento.
O volume de negociações com ações da estatal (PETR4/PETR3) aumentou de R$ 34,6 bilhões em fevereiro para R$ 85,1 bilhões em março - quase R$ 50 bilhões a mais em apenas um mês.
No ano, os papéis da maior petroleira da América Latina acumulam ganhos na casa dos 40%, acompanhando a disparada do petróleo Brent deflagrada pelo bloqueio de Ormuz pelo país persa. Antes do início da guerra, a rota concentrava cerca de um quinto do transporte global da commodity.
"O movimento reforça que, em momentos de maior volatilidade externa, investidores tendem a aumentar o giro justamente em setores mais expostos a commodities - seja para aproveitar oportunidades ou ajustar posições", analisa a Datawise+ em nota.
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