Dasa (DASA3) 1T26: Avanços operacionais com melhora de rentabilidade e geração de caixa
Equipe do BB-BI analisa resultado da Dasa (DASA3)
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
13/05/2026 às 13:51
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A Dasa apresentou um resultado positivo no 1T26, em nossa opinião. Em bases comparáveis, a receita bruta apresentou crescimento de 14,1% a/a, totalizando R$ 2,4 bilhões, enquanto o EBITDA consolidado avançou 28,5%, com expansão de 2,7 p.p. na margem, para 25,8%. O desempenho no período refletiu a combinação de maior volume de exames e ganhos de eficiência operacional, associados à maturação das iniciativas de reestruturação implementadas ao longo de 2025.
A geração de caixa operacional¹ positiva em R$ 21 milhões refletiu principalmente a evolução operacional dos negócios e a maior eficiência na gestão de capital de giro, evidenciada pela redução de 11 dias no ciclo de conversão de caixa, que encerrou o período em 60 dias.
Análise, recomendação e preço-alvo
Consideramos que o desempenho observado no trimestre é resultante de uma base operacional mais eficiente, com maior concentração em diagnósticos e foco em disciplina de custos e capital. A geração de caixa apresentou melhora no período, mesmo diante da sazonalidade do início do ano, mas a evolução da conversão de EBITDA em caixa ainda segue como ponto de acompanhamento para os próximos trimestres. Dessa forma, mantemos nossa recomendação neutra para DASA3, com preço-alvo de R$ 4,00 para o final de 2026, enquanto acompanhamos a consolidação dos ganhos operacionais e financeiros de forma recorrente.

Destaques operacionais e financeiros
Diante da significativa reestruturação operacional realizada pela Companhia nos últimos 12 meses, consideramos mais adequado avaliar a evolução dos resultados com base em números comparáveis, refletindo o atual perímetro operacional, para uma análise mais precisa do desempenho recorrente. Dessa forma, as comparações apresentadas neste relatório consideram bases equivalentes, contemplando apenas as atuais operações de Diagnósticos Nacional, Hospital da Bahia e Clínicas AMO.
A receita bruta da unidade de diagnósticos foi de R$ 2,2 bilhões, um avanço de 15,3% na comparação anual, sustentada principalmente pelo crescimento do volume de exames, expansão dos segmentos B2B, premium e atendimento domiciliar, além de maior utilização da capacidade instalada. O volume de exames realizados registrou aumento de 14,5% a/a, impulsionado pelo segmento B2B (+20,4% a/a), enquanto os avanços nos segmentos premium e de atendimento domiciliar contribuíram para o incremento de 0,7% a/a do ticket médio. Os custos operacionais ajustados¹ cresceram em linha com as receitas (+15,3% a/a), resultando em lucro bruto ajustado¹ de R$ 789 milhões (+17,7% a/a), com margem bruta de 38,7% (+0,5 p.p. a/a).
A unidade** hospitalar e oncológica** registrou receita bruta de R$ 202,7 milhões (+2,1% a/a), refletindo principalmente a evolução operacional do Hospital da Bahia, novos credenciamentos e maior volume de procedimentos de maior complexidade. O desempenho operacional refletiu os novos credenciamentos, que apoiaram o aumento do volume de pacientes-dia (+9,5% a/a) e a elevação da taxa de ocupação, que foi de 76,5% (+9,3 p.p. a/a). Adicionalmente, o maior volume de procedimentos de maior complexidade favoreceu o avanço de 7,1% a/a do ticket médio. Os custos operacionais ajustados¹ apresentaram redução de 3,5% a/a, enquanto o lucro bruto ajustado¹ alcançou R$ 58 milhões (+12,2% a/a), com margem bruta ajustada¹ de 31,4% (+3,2 p.p. a/a).
A Rede Américas reportou receita bruta de R$ 3,4 bilhões no 1T26, enquanto o lucro bruto totalizou R$ 550 milhões, com margem bruta de 17,9%, refletindo a recomposição da rentabilidade após os efeitos pontuais observados no trimestre anterior. O EBITDA alcançou R$ 438 milhões no período, com margem EBITDA de 14,2% (+8,3 p.p. t/t). Nesse contexto, a operação registrou lucro líquido de R$ 38 milhões, frente ao prejuízo de R$ 204 milhões observado no 4T25, cujo resultado é reconhecido pela Dasa na proporção de 50% por equivalência patrimonial.
O EBITDA consolidado da totalizou R$ 573 milhões no (+28,5% a/a), com margem EBITDA de 25,8% (+2,7 p.p. a/a), refletindo a evolução operacional dos negócios, ganhos de eficiência e melhor diluição de custos fixos após a reorganização do portfólio. As despesas gerais e administrativas permaneceram praticamente estáveis na comparação anual (+0,8% a/a), e o resultado financeiro líquido apresentou melhora, refletindo principalmente o menor endividamento médio. Assim, o lucro líquido foi positivo em R$ 9 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 150 milhões registrado no 1T25.
Ao final do trimestre, a dívida financeira bruta totalizava R$ 7,2 bilhões (-8,8% t/t), com custo médio de CDI + 2,09% a.a. e prazo médio de 3,5 anos. A dívida líquida financeira registrava R$ 5,5 bilhões, com índice de alavancagem para fins de covenants² de 2,88x (ante 2,54x no 4T25). A posição de caixa, equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários correspondia a 1,4x o montante das dívidas vincendas até o final de 2026.


Desempenho das ações

Até o último fechamento (12/05), as ações DASA3 apresentavam variação acumulada de -30,8% em 2026, enquanto o Ibovespa registrava +11,9% no mesmo período. O desempenho negativo acumulado no ano reflete, sobretudo, a forte correção observada em março, após a divulgação dos resultados do 4T25, que levou a projeções mais cautelosas por parte dos investidores. Consideramos que eventos corporativos, como a reorganização societária, tiveram impacto limitado na precificação das ações, enquanto o pano de fundo setorial e macroeconômico, caracterizado por maior seletividade no setor de saúde e por condições financeiras restritivas, segue pressionando a percepção de risco de empresas mais alavancadas.
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